Presidentes de EUA e Irão já assinaram memorando e Trump até enviou uma fotografia. Acordo está em vigor

17 jun, 23:15
Donald Trump
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Palácio de Versalhes serviu de palco para um momento que pode marcar o início do fim da guerra, mais de 100 anos de ter sido o palco de outro conflito

Um dia tinha de acontecer. Estados Unidos e Irão avançaram a mesma informação quase em simultâneo, numa rara convergência pública em relação à evolução do acordo entre os dois países.

Antes de tudo foram as agências a fazer circular a informação, com os dois lados a darem conta de que o memorando de entendimento que se pretende que seja o início do fim da guerra já foi assinado pelos presidentes dos dois países, estando mesmo em vigor.

Donald Trump fê-lo em pleno Palácio de Versalhes, à margem da reunião do G7 em que se fartou de tecer afirmações referentes ao regresso à paz, mas também ameaças perante a possibilidade de o acordo não ser cumprido.

Talvez numa lógica de boa-fé, a equipa norte-americana enviou depois uma imagem à equipa iraniana com a assinatura do documento. Minutos depois a agência Tasnim dava conta de que o Ministério dos Negócios Estrangeiros referia que “o texto do memorando de entendimento foi provavelmente assinado pelos presidentes do Irão e dos Estados Unidos”.

Uma assinatura eletrónica, frisou a mesma fonte, que esclareceu que o encontro marcado para a Suíça na sexta-feira mantém-se de pé, ainda que possam surgir alterações.

O memorando de entendimento, esse, poderá encontrá-lo aqui.

Petróleo para começar a sair

O porta-voz do Ministérios Negócios Estrangeiros do Irão afirmou que os mísseis do país vão ficar fora de qualquer acordo com os Estados Unidos.

Esmail Baghaei referiu que as capacidades defensivas de Teerão não devem entrar na discussão, até porque “os mísseis são para disparar, não para negociar”.

De resto, e numa versão que pode não agradar totalmente aos Estados Unidos, o responsável garantiu que o material nuclear do Irão não vai ser enviado para fora do país, sendo a opção em cima da mesa a dissolução do urânio existente.

Em sentido contrário, o Irão deve começar a receber pagamentos para permitir a passagem de navios no Estreito de Ormuz.

Ainda nesse ponto, Esmail Baghaei referiu que o Irão deve começar a vender petróleo imediatamente e durante os próximos dias em que se espera que seja alcançado um acordo final.

Mais de 100 anos depois, o histórico palácio dos arredores de Paris volta a servir para colocar fim a uma guerra. Resta esperar que nenhuma das partes olhe para este acordo como Adolf Hitler olhou para o “ditado” que colocou fim à Primeira Guerra Mundial.

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