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Nem a guerra impede os clientes da Ferrari de receberem os seus supercarros - só é preciso encontrar uma forma diferente de os entregar

26 mar, 09:31
Carros de luxo no Dubai (Kamran Jebreili/AP)

Não dá pelo mar? Então encontra-se uma alternativa, desde que os clientes continuem satisfeitos e a pagar

Dubai ou Abu Dhabi são símbolo de luxo e luxo significa grandes carros. O problema é que nem esta indústria é capaz de escapar a uma guerra em curso, mas há quem encontre vias alternativas para continuar a deixar os seus clientes satisfeitos.

De acordo com o Financial Times, há fabricantes de automóvel de luxo a entregar carros por via aérea no Médio Oriente, procurando não falhar aos seus exigentes clientes, nem mesmo quando há uma guerra com uma superpotência mundial envolvida.

Com o caminho marítimo altamente inseguro, a Ferrari decidiu suspender a esmagadora maioria das entregas de automóveis, mas encontrou uma via alternativa: se não dá pelo mar, dá pelo ar.

Segundo o jornal britânico, a fabricante italiana está mesmo a fazer “algumas entregas por avião”, sendo que os envios para fora da região também continuam na sua via normal.

A ideia não é nova, já que até antes da guerra havia quem preferisse pagar mais para fretar um avião que fizesse chegar o carro mais depressa. Um serviço que custa normalmente cerca de três vezes mais do que o envio marítimo, mas que compensa, na ótica destes excêntricos clientes, pela rapidez.

Habituada a este serviço ainda mais exclusivo, a Ferrari conseguiu, assim, adaptar-se às novas exigências que a situação internacional lhe exige, mesmo que o custo já esteja quatro ou cinco vezes maior do que o envio normal pelo mar.

Quanto à Bentley, por exemplo, que admite que no Médio Oriente está “o melhor mercado” para os automóveis de luxo, prefere utilizar o stock existente na região para cumprir as encomendas já existentes, recusando-se a fazer entregas pelo ar, pelo menos para já. Já a Rolls-Royce, também de luxo, promete fazer “todos os possíveis” para ir ao encontro das exigências dos seus clientes.

“Muitos dos nossos clientes que estão à espera de carros gostavam que eles fossem entregues e estamos a trabalhar o melhor que podemos com a logística para facilitar a entrega”, afirmou o CEO da marca, Chris Brownridge, em declarações citadas pelo Financial Times.

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