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Governo português condena "intensificação" das operações de Israel no Líbano

1 jun, 13:02
Paulo Rangel (LUSA)
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É um dos pontos de maior tensão na guerra entre Estados Unidos e Irão, mas Israel continua a avançar no Líbano, o que motivou uma reação de Portugal

O Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma condenação da "intensificação das operações israelitas no Líbano", depois de o primeiro-ministro de Israel ter ordenado novos ataques, incluindo à capital, Beirute.

Numa nota publicada há pouco, o ministério gerido por Paulo Rangel indica que "é essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo".

Portugal pede que se coloque um fim aos ataques e que seja respeitado o cessar-fogo, sendo que Israel nunca entendeu que a pausa militar entre Estados Unidos e Irão também se aplicava ao Líbano.

Esse é, de resto, um dos pontos de maior tensão nas negociações que estão a decorrer entre Estados Unidos e Irão, já que Teerão faz depender qualquer entendimento do fim total da guerra no Líbano, o que Israel parece pouco disposto a aceitar.

Mesmo tendo em conta a atividade do Hezbollah, que o Governo português "tem condenado sistematicamente", Portugal entende que deve haver mesmo um "respeito integral pelo cessar-fogo".

"Portugal apoia as forças armadas libanesas e destaca a importância da missão UNIFIL, cuja segurança deve ser plenamente assegurada", pode ainda ler-se.

Portugal reitera a condenação da intensificação das operações israelitas no Líbano. Como o MNE @PauloRangel_pt afirmou em Beirute, é essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo.
 

O Governo português tem condenado sistematicamente toda a actividade do…

 

— Negócios Estrangeiros PT (@nestrangeiro_pt) June 1, 2026

A captura do Castelo de Beaufort, perto da cidade de Nabatiyeh e a cerca de 14,5 quilómetros da fronteira israelita, foi também um marco importante nos últimos dias, marcando um nível de avanço territorial por parte de Israel que não se via há mais de 25 anos.

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