EUA vão atacar o Irão? Discussão está quente e já mete CIA e Mossad

12 jan, 17:04
Manifestante ergue uma imagem do príncipe Reza Pahlavi em plena cidade de Teerão (AP)

Donald Trump vai repetindo os avisos e o Irão já garantiu que está pronto para uma guerra

Quase 50 anos depois da revolução que derrubou a monarquia e instituiu no Irão um Estado religioso, o regime dos aiatolas está a tremer como nunca. O início foi uma crise económica e financeira que fez com que as pessoas saíssem à rua de forma legítima - até o presidente, Masoud Pezeshkian, o admitiu -, mas o rastilho acabou por se alargar de forma descontrolada, chegando às várias franjas de uma sociedade dividida e, em muitos pontos, farta da ditadura.

Sem perceber exatamente onde é que os protestos podem ir dar - são já mais de 500 mortos e um país sem onde a Internet não existe -, Estados Unidos e Israel aproveitam o momento de fragilidade do inimigo para estudarem as diferentes hipóteses de uma intervenção.

Desde incursões seletivas - quem não se lembra dos estratégicos B-2 a bombardear há pouco tempo? - a uma guerra híbrida, as opções estão todas em cima da mesa.

Embora o embaixador dos Estados Unidos em Israel já tenha vindo dizer à Skynews que o objetivo não passa por mudar o regime, os meios de comunicação norte-americanos apontam que CIA e Mossad trabalham para tentar perceber que passos podem dar, até porque, de acordo com a análise das secretas de Washington, a República Islâmica poderá não estar tão fragilizada como aparenta.

Independentemente disso, o presidente dos Estados Unidos já vai recebendo as diferentes opções militares. De acordo com o The Washington Post, o Pentágono tem dado atualizações regulares a Donald Trump sobre como pode ser feito um ataque, não havendo ainda uma decisão tomada.

Em todo o caso, o presidente norte-americano vai continuando a colocar como possível uma intervenção militar, defendendo-se com a morte de “pessoas que não deviam morrer”, como o próprio disse já este domingo, quando questionado pelos jornalistas a bordo do Air Force One.

“Estamos a analisar isso muito seriamente, os militares estão a analisar. Há umas quantas opções”, acrescentou, já depois de ter prometido apoiar aqueles que pedem uma abertura do regime.

Para já a discussão continua na mais alta esfera política, com a discussão a rodar entre a Casa Branca e o Pentágono, sempre com Israel à espreita de um possível cenário em que o seu maior rival sai mais enfraquecido.

Do lado de lá, o aviso está dado: o aiatola Ali Khamenei pediu a Donald Trump que se meta apenas nos assuntos dos Estados Unidos, ameaçando atacar alvos norte-americanos e israelitas em caso de ataque.

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