Cessar-fogo verdadeiramente em perigo e Donald Trump já avisou: "Se voltar a acontecer, as consequências serão muito piores"
O Irão começava a entrar num novo dia quando as Forças Armadas dos Estados Unidos começaram a cumprir a promessa de Donald Trump.
Farto do que diz serem avanços e recuos do inimigo, o presidente dos Estados Unidos anunciou o fim do cessar-fogo e prometeu renovados ataques contra alvos no Irão.
Foi isso mesmo que aconteceu quando o relógio batia perto das 21:30 em Portugal, sensivelmente pelas 00:00 do Irão.
Explosões ouvidas sobretudo no sul, nomeadamente em Sirik e Bandar Abbas, mas também em Konarak e Chabahar, tudo cidades costeiras viradas para o Estreito de Ormuz, que volta a ser o centro de atenção de uma guerra que parece estar mais perto de voltar do que de acabar.
A agência iraniana Fars deu conta do “som de várias explosões”, algumas delas vindas do mar, na zona ao largo da costa ocidental de Sirik.
Enquanto isso a também iraniana Mehr noticiava que as defesas antiaéreas estavam a funcionar contra “alvos hostis”.
Minutos depois vinha a confirmação do Comando Central dos Estados Unidos: estava mesmo em curso um ataque contra o Irão.
O objetivo, pode ler-se no comunicado das Forças Armadas norte-americanas, é “degradar ainda mais a capacidade [do Irão] de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz”, depois de Teerão ter lançado ataques contra navios que, na ótica dos Estados Unidos, eram civis e estavam em águas internacionais.
Na mesma mensagem do Centcom pode ler-se que os Estados estão a "responsabilizar" o inimigo pela recente "agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente numa via marítima internacional vital".
A situação continua em desenvolvimento, mas há já várias partes da cidade de Chabahar às escuras, de acordo com a agência IRNA, já que os ataques obrigaram a cortes de eletricidade.
Outro dos alvos dos Estados Unidos é Bushehr, cidade onde fica a única central nuclear do Irão, que não foi atingida durante os bombardeamentos, de acordo com a Nournews
O Irão não esperou muito tempo para reagir e prometeu um ataque “maciço” contra as bases dos Estados Unidos no Médio Oriente, algo que tem sido comum desde 28 de fevereiro, mas que se tornou raro desde que se anunciou o cessar-fogo de abril e ainda menos comum depois de alcançado um memorando de entendimento.
Quanto aos Estados Unidos, que falaram oficialmente pela voz de Donald Trump, deram a entender que por agora acabou. O presidente dos Estados Unidos utilizou a sua Truth Social para falar numa "retaliação pelo bombardeamento de navios levado a cabo pelo Irão".
"Se voltar a acontecer, as consequências serão muito piores", avisou.
