Dinheiro vai entrar através de empréstimos ou concessões de crédito a partir de vários pontos do globo, sendo um dos objetivos a reconstrução das infraestruturas danificadas pela guerra
Um fundo privado avaliado em 300 mil milhões de dólares faz parte do acordo que vai ser assinado ainda esta semana por Estados Unidos e Irão.
De acordo com a agência Reuters, o objetivo deste mecanismo, que até já tem perto de metade do valor alcançado, é garantir um incentivo económico para que ambas as partes cumpram o acordo que vai entrar em vigor, e que prevê, entre outras coisas, a reabertura do Estreito de Ormuz.
O plano assenta na lógica económica do presidente dos Estados Unidos, que pretende tirar partido de uma guerra da qual está a ter visíveis dificuldades em sair, além de todas as consequências económicas ligadas ao encerramento do Estreito de Ormuz.
Agora, o memorando de entendimento a que os dois países chegaram prevê precisamente a reabertura do importante marco estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, além do levantamento imposto pelos Estados Unidos ao Irão.
É para garantir que estas conquistas se mantêm que o novo fundo privado entra em cena, não fazendo parte de qualquer iniciativa estatal, até porque não se espera que haja dinheiro ou garantias públicas neste mecanismo.
Em vez disso, segundo a agência Reuters, serão empresas de países do Golfo Pérsico, da Ásia, da América do Sul e de África a assegurar que o dinheiro necessário aparece.
Entre os investimentos em cima da mesa estão áreas da energia, logística, manufaturação e transportes.
Uma fonte iraniana referiu à agência Reuters que o objetivo inicial passava por uma compensação de 400 mil milhões de dólares pelos danos causados durante a guerra, mas os Estados Unidos não concordaram.
Ainda assim, foi a partir dessa ideia que surgiu aquilo que se vai apelidar de Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento, que pede aos vários atores da região, mas não só, que contribuam para melhorar a situação. Entre os mecanismos previstos estão empréstimos, linhas de crédito ou até o financiamento direto para a reconstrução de locais danificados pela guerra, nomeadamente refinarias, aeroportos ou até o complexo siderúrgico de Mobarakeh, em Isfahan.
