De Portugal à Coreia do Sul, passando pela própria Rússia. As imagens do mundo numa só voz pela Ucrânia

28 fev, 14:29
Cordão Humano feito em Lisboa em protesto contra a invasão da Ucrânia por parte da Rússia.

Várias cidades do mundo vestiram-se com as cores da Ucrânia em protestos contra a invasão russa, mas sobretudo contra Putin, que não poucas vezes foi comparado com Hitler em cartazes escritos em vários idiomas

Azul e amarelo. Foi com estas cores que várias cidades em todo o mundo se pintaram no último fim de semana num conjunto de manifestações e cordões humanos contra o conflito que tem colocado a Ucrânia e a Rússia no centro das atenções.

Os manifestantes, muitos deles cidadãos ucranianos espalhados pelo mundo, elevaram cartazes a apelar ao fim da guerra, a pedir uma maior proteção da Ucrânia e a associar o presidente russo, Vladimir Putin, a Adolf Hitler.

Vladimir Putin é mesmo o ‘alvo’ da maior parte das críticas, com os próprios russos a defenderem que esta não é uma guerra do seu país, mas, sim, do seu presidente. Em São Petersburgo e em Moscovo, dezenas de manifestantes russos saíram à rua para condenar a invasão à Ucrânia. Num só dia de manifestações anti-guerra foram detidos mais de 1700.

No primeiro dia de conflito, a 24 de fevereiro, centenas de ucranianos estiveram concentrados junto à Embaixada da Rússia em Lisboa. No fim de semana, milhares voltaram novamente a sair às ruas de Lisboa e do Porto em protesto.

De Portugal à Coreia do Sul, passando pela Nova Zelândia, pelo Canadá e pela Tailândia, multiplicaram-se as manifestações de apoio à Ucrânia desde o início do conflito.

Ucranianos manifestam-se no Porto. Ao todo, foram cerca de duas mil pessoas em prostesto contra a guerra em frente ao Consulado da Rússia, na cidade do Porto. (Lusa/José Coelho)
Milhares de pessoas participam na manifestação 'Pela Paz, Contra a Invasão' organizada pela Juventude Socialista (JS), Juventude Social Democrata (JSD), Juventude Popular (JP) e os partidos Livre, Iniciativa Liberal e PAN em frente à Embaixada da Rússia, em Lisboa. (EPA/Miguel A. Lopes)
Manifestantes portugueses e ucranianos concentram-se, no sábado, em frente ao Palácio de Belém durante um Cordão Humano pela Paz na Ucrânia que fez um percurso do Restelo até Belém. (Rodrigo Antunes/Lusa)
"Pare a guerra" e "Deixa a Ucrânia em paz" foram algumas das mensagens mais repetidas nos cartazes que se ergueram durante o protesto em Lisboa. Alguns cartazes fizeram ainda associação de Putin a Hitler. (Rodrigo Antunes/Lusa)
Um manifestante com uma bandeira da Ucrânia durante o Cordão Humano pela Paz na Ucrânia, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, no dia 26. (Rodrigo Antunes/Lusa)

Protestos pela Europa

Milhares de pessoas juntaram-se, este domingo, numa das maiores manifestações anti-guerra do mundo, que aconteceu na Alemanha. Lá ergueram-se bandeiras da Ucrânia, da União Europeia e ainda LGBT.  (AP Photo/Markus Schreiber)
As ruas de Barcelona encheram-se, este domingo, de manifestantes contra a invasão da Rússia na Ucrânia. “Hoje nós, amanhã vocês”, gritaram os ucranianos que marcaram presença no protesto.   (AP Photo/Joan Mateu Parra)
Membros da comunidade ucraniana que vivem em Roma, em Itália, seguraram bandeiras ucranianas durante uma manifestação nacional, pedindo paz entre a Ucrânia e a Rússia. ( Antonio Masiello/Getty Images)
Membros da organização anti-guerra "Women in Black" estiveram na linha da frente da manifestação que aconteceu em frente à Embaixada da Rússia, em Vilnius, na Lituânia. Na manifestação foram mostradas algumas das imagens que têm marcado o conflito na Ucrânia. (AP Photo/Mindaugas Kulbis)
Dezenas de pessoas estenderam uma grande bandeira ucraniana na Praça Wenceslaw, em Praga, na República Checa. (Michaela Rihova/CTK via AP)
A praça Syntagma foi palco da principal manifestação grega contra a guerra. Os cartazes erguidos na Grécia apelaram ao fim da guerra, mas também congratularam a coragem dos ucranianos durante a invasão da Rússia. (AP Photo/Yorgos Karahalis)
"Putin é um assassino", lê-se num dos cartazes. Em Londres, foram as cores da bandeira ucraniana que mais sobressaíram, num protesto que juntou milhares de pessoas. Milhares de pessoas reuniram-se em frente à Trafalgar Square, em Londres. O protesto aconteceu este domingo e já depois de Boris Johnson ter conversado com Volodymyr Zelensky. (AP Photo/Alberto Pezzali)
Nicósia, no Chipre, foi o palco da junção de dezenas de manifestantes, que ergueram cartazes com as cores da Ucrânia e com apelos para o fim do conflito. (AP Photo/Petros Karadjias)
Em frente ao Parlamento da Geórgia, em Tbilisi, centenas de manifestantes ergueram a bandeira da Ucrânia. Dezenas de polícias cercaram os manifestantes. (AP Photo/Shakh Aivazov)
Uma mulher levanta um cachecol com as cores e o nome da Ucrânia, numa manifestação que juntou centenas de pessoas em Istambul, na Turquia. (AP Photo/Francisco Seco)

Protestos fora da Europa

Uma mulher russa com as cores da bandeira da Ucrânia no local onde o líder da oposição russa Boris Nemtsov foi assassinado há 7 anos na ponte em frente ao Kremlin. Alguns cidadãos russos aproveitaram para protestar contra a invasão à Ucrânia. (Konstantin Zavrazhin/Getty Images)
Homem foi detido durante uma manifestação, na Praça Pushkinskaya, em Moscovo, contra a guerra na Ucrânia. (Oleg Nikishin/Getty Images)
Manifestantes russos unem-se num cordão humano em protesto contra a invasão russa. Mesmo conscientes do risco de serem presos, foram centenas os russos que se manifestaram em Moscovo e São Petersburgo no fim de semana. (AP Photo/Dmitri Lovetsky)

 


Centenas de cidadãos ucranianos e sul-coreanos em frente à Embaixada da Rússia, em Seul, durante um protesto contra a invasão russa. (AP Photo/Ahn Young-joon)
O protesto que juntou centenas de pessoas em frente à Embaixada da Rússia, em Seul, aconteceu três dias depois de a Coreia do Sul se ter juntado às sanções contra a Rússia. Com cartazes escritos em sul-coreano e ucraniano, os manifestantes deitaram-se no chão em protesto contra a invasão da Rússia à Ucrânia. (AP Photo/Ahn Young-joon)
Dezenas de cidadãos ucranianos juntaram-se aos protestos contra a invasão russa. Os cartazes foram levantados em Santa Monica, na Califórnia. Os protestantes iniciaram uma recolha de bens para enviar para a Ucrânia. Conta a Associated Press que estão também a fazer donativos monetários para quem está a tentar sair do país. (AP Photo/Damian Dovarganes)
Katrina Repina, à direita, de Pskov, Rússia, juntou-se a uma manifestação contra a invasão russa da Ucrânia, que se realizou em Santa Monica, na Califórnia. (AP Photo/Richard Vogel)
Em Boston, nos Estados Unidos, milhares de pessoas ergueram cartazes com as cores da bandeira ucraniana em solidariedade com o país e em protesto contra a ação militar russa.  (AP Photo/Steven Senne)
Dezenas de pessoas também se juntaram em frente à Casa Branca, em Whashington. Em todo o mundo, tal como acontece neste cartaz erguido em Washington, foram muitas as associações de Putin a Hitler. (AP Photo/Jose Luis Magana)
Cidadãos da Ucrânia e do Canadá juntaram-se, no domingo, em Edmonton Alberta, num protesto contra a invasão russa.  (Jason Franson/The Canadian Press via AP)
Centenas de pessoas reuniram-se em solidariedade com o povo da Ucrânia durante uma manifestação organizada pelo Congresso ucraniano-canadiano nas escadarias da Legislatura da Colúmbia Britânica em Victoria. (Chad Hipolito/The Canadian Press via AP)
Membros do grupo da sociedade civil Rwadari Tehreek realizam uma manifestação contra o ataque da Rússia à Ucrânia, em Lahore, no Paquistão. A manifestação aconteceu três dias depois de o primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan, ter reunido com Vladimir Putin em Moscovo. Segundo a Aljazeera, Imran Khan já manifestou "arrependimento" pelo conflito militar não ter sido evitado. (AP Photo/K.M. Chaudary)
Cidadãos ucranianos a residir na Tailândia manifestaram-se, esta segunda-feira, em frente à Embaixada da Ucrânia em Banguecoque. Pedidos de paz e de fim de guerra foram os mais ouvidos e os mais lidos em cartazes. (AP Photo/Sakchai Lalit)
Um grupo de cidadãos ucranianos manifestaram-se, esta segunda-feira, junto às forças policiais do Sri Lanka, contra a invasão russa na Ucrânia. O protesto aconteceu em frente à embaixada da Rússia. (AP Photo/Eranga Jayawardena)
Dezenas de pessoas juntaram-se à porta do Parlamento de Israel com cartazes escritos em várias línguas.
(AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images)

 

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