Zara retira campanha acusada de desvalorizar o sofrimento das pessoas em Gaza

CNN Portugal , MJC
11 dez 2023, 16:08
Campanha da Zara (DR)

A campanha publicitária que apresentava manequins com membros em falta e modelos fotografadas em cenários de destruição

A Zara, marca de roupa mundialmente conhecida, retirou uma campanha publicitária que apresentava manequins com membros em falta e modelos fotografadas em cenários de destruição, depois das reações menos positivas que recebeu nas redes sociais: a marca foi acusada de gozar com o verdadeiro cenário de guerra que é a Faixa de Gaza e de desvalorizar o sofrimento que os palestinianos estão a enfrentar.

As imagens integravam a campanha Zara Atelier Collection 04_The Jacket e foram lançadas nas várias redes sociais da marca e em algumas lojas do grupo. Mostram a modelo norte-americana Kristen McMenamy no que parece ser uma sala destruída ou uma casa em ruínas, com entulho como cenário, manequins partidos e estátuas cobertas de plástico. Entre as fotografias da campanha também se viam estátuas envoltas em branco, semelhantes a cadáveres.

A Zara disse no lançamento da coleção, na passada quinta-feira, que ela foi inspirada na alfaiataria masculina de séculos passados.

Todas essas imagens terão sido retiradas "como parte do procedimento normal de atualização de conteúdo" disse a Inditex, dona da Zara, segundo a Reuters.

A conta de Zara no Instagram foi invadida por dezenas de milhares de comentários críticos, muitos com bandeiras palestinianas, enquanto “#BoycottZara” se tornou tendência na rede social X (antigo Twitter).

A empresa espanhola não comentou os apelos ao boicote feitos por muitos clientes nas redes sociais, mas garantiu que a coleção “Atelier” foi concebida em julho e as fotos foram tiradas em setembro, antes dos ataques terroristas do Hamas a Israel, a 7 de outubro.

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