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Ursula von der Leyen assinala aniversário do 7 de outubro: "Selvajaria indescritível que ficará gravada nas nossas mentes"

6 out 2024, 17:12
Ursula von der Leyen encontra-se com Zelensky em 
Kiev (AP Photo/Efrem Lukatsky)

União Europeia volta a apelar ao cessar-fogo imediato, à libertação dos reféns israelitas sob cativeiro do Hamas e ao fim do conflito: “É o único caminho viável para acabar finalmente com o sofrimento”, garante a presidente da Comissão Europeia

“No dia 7 de outubro de 2023, o mundo acordou com imagens horríveis de uma selvajaria indescritível, cenas que ficarão gravadas nas nossas mentes para sempre”, é assim que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, dá início ao comunicado redigido para assinalar o primeiro aniversário dos ataques do Hamas a 7 de outubro.

Von der Leyen garante que “não pode haver justificação para os atos de terror do Hamas” e volta a condenar “uma vez mais e da forma mais veemente possível” aquilo que classifica como “atos bárbaro” perpetrados contra israelitas.

“Trouxeram imenso sofrimento não só ao povo de Israel, mas também a palestinianos inocentes. Neste trágico aniversário, quero honrar a memória das vítimas. A União Europeia está ao lado de todas as pessoas inocentes cujas vidas foram profundamente destruídas desde esse dia fatídico”, explica.

Apesar de tudo isto, a Comissão Europeia volta também a apelar a um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, à libertação imediata de todos os reféns israelitas que permanecem sob cativeiro do Hamas e ao fim do conflito.

Em tom de balanço, Ursula lembra que, passado um ano de ataques, “a situação humanitária em Gaza é terrível” e garante que a “continuará a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para mobilizar assistência financeira e facilitar as entregas e a distribuição de ajuda humanitária ao povo palestiniano, e agora também ao Líbano”.

“Os ataques terroristas do Hamas contra Israel desencadearam uma espiral de violência que conduziu toda a região a um estado de extrema tensão e volatilidade”, refere, argumentando que “todas as partes devem agir de forma responsável, com contenção, e empenhar-se em desanuviar as atuais tensões”.

Von der Leyen afirma que a União Europeia está focada no dia seguinte ao fim do conflito, assegurando que está pronta para apoiar todos os “esforços no sentido de criar as condições para uma paz duradoura, que conduza a uma solução de dois Estados, em que Israel e a Palestina coexistam lado a lado em paz, com segurança para ambos”. “É o único caminho viável para acabar finalmente com o sofrimento”, diz.

“Hoje os nossos corações estão também com as comunidades judaicas de todo o mundo. Os incidentes anti-semitas estão novamente a aumentar de forma acentuada. Temos de combater coletivamente este mal onde quer que se propague - incluindo no universo digital. Continuaremos a aplicar e a atualizar, se necessário, a nossa estratégia de combate ao antissemitismo e de promoção da vida judaica. Dedicarei mais recursos a este objetivo. Todos devem ser livres de professar a sua fé na nossa União. Orgulhamo-nos da nossa diversidade. Temos de a

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