Cerca de 50 embarcações estão a passar ao largo da Grécia com Gaza como destino final, ainda que Israel já tenha dito que não vai permitir a missão
Os organizadores da flotilha humanitária que segue para a Faixa de Gaza denunciaram uma série de explosões e ataques com vários drones a algumas das suas embarcações ao largo da Grécia.
De acordo com os ativistas pró-Palestina, “múltiplos drones, objetos não identificados caíram, as comunicações foram interrompidas e foram ouvidas explosões numa série de barcos”.
É a informação que consta num comunicado da Flotilha Global Sumud (GSF), onde também segue a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua.
“Estamos a testemunhar estas operações psicológicas em primeira mão, neste momento, mas não vamos ser intimidados”, acrescenta a nota.
Vários ativistas partilharam vídeos no Instagram a dar conta disso mesmo. Foi o caso de Yasemin Acar, que assinalou ataques a cinco embarcações.
Ainda antes disso, a ativista tinha assinalado o avistamento de 15 a 16 drones, já na altura referindo uma interferência nas comunicações de rádio.
Também Mariana Mortágua denunciou ataques a cinco barcos que fazem parte da flotilha, incluindo com uma "substância química", num vídeo que pode ser visto aqui ou na imagem de capa associada ao artigo.
Um vídeo partilhado pela página da GSF mostra uma explosão que terá sido gravada a bordo do Spectre, um dos barcos que segue na comitiva.
Video of one the explosions happening now on the flotilla filmed from the Spectre boat.
— Global Sumud Flotilla (@gbsumudflotilla) September 23, 2025
Raise the alarm! All eyes on the Global Sumud Flotilla#globalsumudflotilla #freepalestine #breakthesiege #sailtogaza #urgentalert https://t.co/A3S5PGUQ7T
Um outro vídeo partilhado por Thiago Ávila, ativista brasileiro que também segue na flotilha, refere que quatro barcos foram “alvejados com drones a atirarem aparelhos”.
De recordar que a GSF já tinha denunciado vários ataques com drones durante a passagem pela Tunísia.
Na altura, o Ministério do Interior da Tunísia afirmou que pelo menos um dos relatos “não tinha base na verdade”.
A flotilha que partiu de Barcelona segue com uma série de ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg, prometendo “quebrar o cerco ilegal de Gaza”. Atualmente conta com 51 barcos, a maior parte dos quais a passar ao largo da ilha grega de Creta.
O destino final é Gaza, mas Israel já garantiu que não vai permitir a chegada ao território, prometendo fazer o mesmo que fez em julho e julho anterior a missões do género: bloqueá-las.