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Dois petroleiros em chamas após colisão provocada pela interferência dos mísseis disparados pelo Irão

17 jun 2025, 20:45
Petroleiro russo (David Ryder/Getty Images)
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Tripulações estão bem e não há registo de derramamento, mas este é um sério aviso numa das zonas mais importantes da indústria petrolífera

Um incidente náutico numa das zonas mais tensas do mundo: dois navios petroleiros colidiram em pleno Estreito de Ormuz, ao largo de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com a agência Reuters, a colisão deu-se por interferência eletrónica que surgiu durante o adensar do conflito entre Irão e Israel. Não há indicações de vítimas a bordo dos dois navios.

Com o Irão a disparar várias salvas de mísseis que acabam por atravessar a zona, a interferência dos projéteis acabou por afetar os sistemas de navegação dos barcos à passagem pela zona que separa Irão e Omã.

A Guarda Costeira dos Emirados Árabes Unidos conseguiu retirar cerca de 24 pessoas de um dos navios, o Adalynn, que foi rebocado para o porto de Khor Fakkan.

Também a tripulação do Front Eagle está segura, não tendo sido detetado qualquer derramamento de petróleo para o mar, ainda que o navio da empresa Frontline tenha pegado fogo na zona do convés.

A empresa norueguesa acabou por confirmar que o incidente vai ser investigado. O Front Eagle seguia com cerca de dois milhões de barris de crude iraquiano, tendo como destino o porto de Zhoushan, na China, de acordo com o serviço TankersTrackers.com.

Já o Adalynn, um petroleiro da classe Suezmax, é detido pela indiana Global Shipping Holding Ltd. Não tinha qualquer carga a bordo e seguia para o Canal do Suez, no Egito.

De acordo com a empresa de segurança marítima Ambrey, o acidente deu-se 22 milhas náuticas (cerca de 40 quilómetros) da costa árabe.

Uma colisão que surge no meio da brutal tensão entre Israel e Irão, países que ficam precisamente naquela zona, sendo que o regime de Teerão controla grande parte do tráfego marítimo que passa pelo estreito, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo mundial.

Com efeito, desde 2022 que passaram por ali 17,8 a 20,8 milhões de barris de crude, fortalecendo a importância geográfica da zona, já que a Rússia deixou de ser um parceiro viável para grande parte do mundo.

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