Comunicado assinado por 14 dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU pede um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente
O Conselho de Segurança das Nações Unidas juntou-se para condenar uma “crise feita pelo Homem” na Faixa de Gaza, mas não houve consenso.
E não houve consenso porque os Estados Unidos continuam indefetivelmente ao lado de Israel, mantendo-se contra tudo e todos, mesmo os seus aliados, o que os deixa numa posição estranha, nomeadamente neste caso.
É que a maior superpotência do mundo vê rivais como China e Rússia unirem-se aos seus aliados, nomeadamente a França e a Reino Unido, que votaram todos a favor do comunicado que avisa que há mesmo fome em Gaza e acusa Israel de usar isso como uma arma de guerra.
O comunicado acrescenta que isso é algo proibido pelo Direito Internacional Humanitário, pedindo que se faça alguma coisa em relação ao que continua a acontecer no território palestiniano.
Tudo isto depois de o Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar (IPC) ter declarado oficialmente fome na Cidade de Gaza, avisando que o mesmo se vai seguir para o resto do território.
O comunicado conjunto, que foi ainda assinado pelos dez membros rotativos do Conselho de Segurança, pede um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente, alertando que os reféns do Hamas têm de ser libertados e que Israel tem de levantar todas as restrições à entrada de ajuda humanitária.
De recordar que, além de Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, que são membros permanentes, o Conselho de Segurança da ONU tem atualmente outros 11 membros, que estão de forma rotativa. São eles os seguintes: Argélia, Dinamarca, Grécia, Guiana, Paquistão, Panamá, Coreia do Sul, Serra Leoa, Eslovénia e Somália.