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Chefe do braço armado do Hamas em Gaza morre em ataque israelita

Agência Lusa , MJC
16 mai, 12:30
Destruição na Faixa de Gaza (EPA)
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O exército israelita e os serviços de segurança anunciaram "que o terrorista Ezzedine al-Haddad foi eliminado"

O exército israelita confirmou hoje a morte do chefe do braço armado do movimento palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, classificado como um dos principais arquitetos dos ataques de 7 de outubro de 2023, foi hoje anunciado.

Num comunicado enviado à agência France-Presse (AFP), o exército israelita e os serviços de segurança (Shin Bet) anunciaram "que o terrorista Ezzedine al-Haddad foi eliminado".

A mesma informação foi também confirmada à AFP por responsáveis do Hamas.

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa de Israel já tinha indicado ter atacado o responsável do Hamas, mas sem confirmar a sua morte.

Um alto responsável de segurança citado pelo jornal The Times of Israel tinha referido que a operação foi aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e que, durante esse período, o dirigente do Hamas esteve sob vigilância contínua.

O ataque foi realizado “devido a uma oportunidade operacional com elevada probabilidade de eliminação”, prosseguiu, após os serviços de informações terem recebido dados sobre a localização.

De acordo com fontes da agência de notícias espanhola EFE na cidade palestiniana, cinco mísseis atingiram um edifício residencial, provocando um grande incêndio que as equipas da Defesa Civil no enclave ainda tentavam controlar.

Al-Haddad era o último membro de alto escalão e de longa data que estava vivo das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas.

Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeamentos e operações israelitas desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

A trégua, obtida com mediação dos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e o acesso de ajuda humanitária ao território devastado, mas não evoluiu ainda para a segunda fase, visando uma paz permanente.

As etapas seguintes preveem o desarmamento do Hamas e a continuação da retirada gradual do exército israelita, que ainda controla mais de 50% da Faixa de Gaza, mas o diálogo encontra-se paralisado há semanas, desde que o foco internacional se desviou para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.

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