Trump garante que os EUA só param quando alcançarem os objetivos e pede aos iranianos que vão para a rua

1 mar, 21:34
Donald Trump (Matt Rourke/AP)

Operação militar é mesmo para continuar, o que pode resultar em mais mortes de soldados norte-americanos, como o próprio presidente admitiu

O presidente dos Estados Unidos anunciou que “centenas” de alvos foram atingidos no Irão, prometendo continuar a campanha militar, que já admitiu poder durar quatro semanas, esperando-se mesmo mais baixas norte-americanas para lá dos três soldados mortos no Kuwait.

Através de um vídeo publicado na sua Truth Social, Donald Trump reiterou que a Marinha do Irão está a ser altamente atacada, tendo já perdido nove navios importantes, além de ter visto a sede atacada.

Num vídeo de seis minutos divulgado nas redes sociais, o presidente norte-americano garantiu que os ataques são mesmo para continuar até que todos os objetivos estejam completados.

Esses objetivos foi o que não esclareceu, mas a sua mensagem, bem como a postura e comunicação que tem vindo a ter, indicam que pode passar mesmo pela decapitação do que falta do regime.

“As operações de combate continuam neste momento, com toda a força, e vão continuar até que todos os nossos objetivos sejam alcançados. Temos objetivos muito firmes”, disse.

É que caiu o aiatola Ali Khamenei, sim, mas os Estados Unidos sabem que a Revolução Islâmica é algo bem maior do que uma figura só, mesmo que essa figura seja o Líder Supremo.

Ainda que os norte-americanos estejam a chorar a morte dos três militares, Donald Trump pediu um “último sacrifício” para continuar as operações, dirigindo também palavras ao povo iraniano.

São eles que, de acordo com o presidente dos Estados Unidos, devem sair às ruas para tomar o poder, aquilo a que o primeiro-ministro de Israel já chamou de ter “completar o trabalho”.

“A América está convosco”, garantiu, pedindo à população iraniana que “aproveite o momento para recuperar o país”.

De resto, Donald Trump pediu à Guarda Revolucionária Islâmica e a todo o exército e forças de segurança que baixem as armas e procurem imunidade em vez de “enfrentarem a morte certa”.

“Como nação, lamentamos profundamente os verdadeiros patriotas americanos que fizeram o sacrifício supremo pela nossa nação”, afirmou. “Mesmo enquanto continuamos a justa missão pela qual deram a vida, rezamos pela plena recuperação dos feridos e enviamos o nosso imenso amor e eterna gratidão às famílias dos que tombaram.”

“Infelizmente, provavelmente haverá mais antes que isto termine”, completou. “É assim que as coisas são. Provavelmente, haverá mais. Mas faremos tudo o que for possível para que isso não aconteça.”

Médio Oriente

Mais Médio Oriente