Secretário da Defesa dos Estados Unidos reclamou vitória após as forças norte-americanas terem afundado o "menino-bonito" do Irão
Ao quinto dia de guerra, um novo nível de combate, um nível que não se via há muitos anos. Em concreto, e segundo o secretário da Defesa dos Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial.
Ainda longe de onde todos os olhos estão postos desde sábado, depois da operação militar lançada pelos Estados Unidos e Israel, um navio foi atingido por um torpedo disparado por um submarino norte-americano ao largo da costa do Sri Lanka.
As autoridades do pequeno país que fica colado à Índia anunciaram logo que seria um caso sério, com mais de 100 pessoas dadas como desaparecidas e vários corpos encontrados a flutuar no meio do Oceano Índico.
Horas depois, e numa confirmação feita na televisão nacional, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka anunciava pelo menos 80 mortos na embarcação que estava a regressar ao seu país, depois de ter partido de um porto da Índia.
Minutos antes disso, o secretário da Defesa dos Estados Unidos falava no caso como uma vitória, espelho do poder e do alcance norte-americano na guerra desencadeada no sábado, e que se alargou na geografia e nos meios com este episódio.
“Um submarino norte-americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais”, afirmou Pete Hegseth durante uma conferência de imprensa no Pentágono. “Em vez disso, foi afundado por um torpedo.”
“O primeiro afundamento de um navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial”, acrescentou Pete Hegseth, sendo que houve pelo menos mais dois casos de navios afundados com um torpedo, mas não pelas forças norte-americanas.
Pete Hegseth esqueceu este último facto, mas o que disse é verdade num sentido: é a primeira vês que um ataque com torpedo dos Estados Unidos afunda um navio inimigo.
E não era um navio qualquer, de acordo com o secretário da Defesa dos Estados Unidos. Não, era o “menino-bonito” do Irão, curiosamente batizado de “Soleimani”, em homenagem ao antigo general iraniano Qasem Soleimani, que morreu após um ataque ordenado pelas forças norte-americanas durante o primeiro mandato de Donald Trump.
“Acho que o presidente o apanhou duas vezes”, brincou Pete Hegseth, referindo-se a Soleimani.
Alheio ao conflito, o Sri Lanka garantiu apenas que está a tentar socorrer todas as pessoas que precisem de ajuda, não havendo ainda dados sobre todos os tripulantes que estavam na embarcação.