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O que sabemos - e o que não sabemos - sobre a operação de salvamento do aviador norte-americano

CNN , Sophie Tanno *
5 abr, 11:59
Destroços do F-15 abatido no Irão (CNN)

Os dois membros da tripulação de um caça F-15 dos EUA que foi abatido sobre o Irão na sexta-feira foram agora resgatados. Mas ainda há muitos pormenores que não foram revelados

Num post triunfante na Truth Social esta manhã , o presidente dos EUA , Donald Trump , anunciou que o segundo membro da tripulaçãonorte-americana do caça F-15E Strike Eagle abatido tinha sido resgatado .

A operação de busca de alto risco começou depois de o avião ter sido abatido sobre o Irão na sexta-feira, com os meios de comunicação estatais a divulgarem fotografias do que diziam ser os destroços do jato, bem como um assento ejetável danificado que a análise da CNN concluiu ser consistente com o de um F-15E.

O primeiro membro da tripulação foi resgatado com vida pouco depois do acidente. Trump elogiou a operação como "a primeira vez na memória militar que dois pilotos americanos foram resgatados, separadamente, em território inimigo".

Os pormenores exactos da espantosa operação ainda não foram divulgados. Eis o que sabemos até agora- e o que não sabemos.

O que é que sabemos?

Os dois membros da tripulação de um caça F-15 dos EUA que foi abatido sobre o Irão na sexta-feira foram agora resgatados.

O primeiro foi socorrido pouco depois do acidente e está a receber cuidados médicos. O segundo militar, que era coronel, "sofreu ferimentos", segundo Trump, mas acrescentou que vai ficar "muito bem".

A operação de resgate envolveu dezenas de aviões, armados com "as armas mais letais", disse Trump. Nenhum soldado americano foi morto ou ferido durante o resgate, acrescentou.

Alex Plitsas, analista de segurança nacional da CNN , referiu que o salvamento evitou que o membro da tripulação se tornasse uma " moeda de troca estratégica " para Teerão .

O que é que não sabemos?

Não conhecemos os pormenores exactos da operação de salvamento e o local onde teve lugar. Plitsas disse que esta poderá ficar registada como "uma das operações de salvamento mais angustiantes da história militar dos EUA".

Ainda não se sabe se os EUA perderam mais aviões durante a operação. Numa tentativa de minar um momento de triunfo para Trump, a agência de notícias estatal iraniana Tasnim afirmou que "vários aviões americanos inimigos" foram destruídos na região de Isfahan. "As aeronaves inimigas invasoras no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas e estão agora a arder", afirmou.

Vários meios de comunicação social iranianos oficiais publicaram um vídeo que mostrava os destroços fumegantes do avião numa zona deserta. A CNN não pode verificar a sua autenticidade e contactou as Forças Armadas dos EUA para obter comentários.

A localização exata e a identidade do segundo militar continuam por esclarecer.

Trump disse que as forças armadas americanas tinham estado a monitorizar a sua localização 24 horas por dia e a "planear diligentemente o seu resgate".

A ejeção de um avião militar submete a tripulação a forças extremas e pode provocar traumatismos, pelo que subsistem dúvidas sobre a natureza dos ferimentos. A ex-piloto de caça dos fuzileiros navais Amy McGrath disse anteriormente à CNN que se trata de "algo muito violento que acontece ao corpo " .

Apesar de muitos no Irão terem apelado à captura imediata do segundo membro da tripulação norte-americana abatido, com as autoridades a oferecerem uma recompensa a quem o encontrasse e entregasse, este evitou ser apanhado atrás das linhas inimigas durante quase dois dias.

Segundo o analista-chefe de segurança da CNN, Jim Sciutto, o aviador entrou em contacto com os militares norte-americanos já na sexta-feira.

* Danya Gainor, Jessie Yeung e Kit Maher, da CNN, contribuíram para esta notícia

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