Secretário-geral da NATO relembra um período do tempo em que “a NATO não era uma aliança de sentido único", referindo-se à guerra do Afeganistão em que "tropas norte-americanas, europeias e canadianas combateram e sacrificaram-se lado a lado"
O secretário-geral da NATO entende que a Europa está a assumir uma parte maior e mais justa das tarefas que deve providenciar à aliança, acrescentando que alguns aliados foram lentos a apoiar os EUA no Irão.
Mark Rutte disse, a partir dos Estados Unidos, que os aliados foram surpreendidos pelas operações dos EUA no Irão, mas destaca que agora a Europa está a providenciar um apoio maciço a Washington.
“Quase sem exceção, os aliados estão a fazer tudo o que os EUA pedem”, referiu, lembrando que a Europa ouviu e está a responder aos pedidos do presidente Trump, sem detalhar que países são a "exceção", ainda que seja de supor que Espanha, cujo governo é altamente crítico da intervenção do Irão desde o primeiro minuto, seja um dos visados.
Rutte assegurou, no entanto, que a liderança norte-americana é absolutamente essencial se a liberdade for para a ser a regra e não a exceção.
O líder da NATO elogiou ainda o compromisso de Trump em reverter mais de uma geração de estagnação da NATO e o facto de ter relembrado a Europa de que os valores devem ser apoiados pela força.
O secretário-geral da NATO considerou ainda que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está certo quando diz que a aliança não pode ser uma via de sentido único.
“A NATO não era uma aliança de sentido único quando tropas norte-americanas, europeias e canadianas combateram e se sacrificaram lado a lado no Afeganistão”, afirmou, culminando: “Estou confiante que uma Europa forte num NATO mais forte não vão tomar a liderança dos EUA como garantida”.
Rutte acrescentou ainda que agradece à liderança norte-americana e ao comprometimento coletivo para garantir a continua liberdade e segurança. “A NATO está a crescer mais forte”, apontou.