Milhares juntam-se em Minab para chorar a morte de 168 crianças que o Irão atribui a EUA e Israel

3 mar, 11:05

Embrulhadas em mortalhas e colocadas em pequenos caixões, as crianças foram a enterrar esta terça-feira

Milhares de pessoas juntaram-se na cidade de Minab, no sul do Irão, para chorar a morte de dezenas de crianças que estavam numa escola para meninas quando o local foi alvo de um ataque dos Estados Unidos e de Israel, de acordo com as informações das agências estatais.

Os últimos dados dão conta de que 168 crianças e 14 professoras morreram no ataque à escola primária.

Vários caixões foram preparados com as crianças embrulhadas em mortalhas, como muitas vezes acontece no Irão. Nas ruas de Minab, as famílias transportavam as fotografias das crianças mortas - algumas delas com apenas sete anos -, enquanto as operações militares continuam de parte a parte.

Minab
População de Minab junta-se para chorar a morte das crianças que estavam na escola primária (Amirhossein Khorgooei/ISNA/AP)

Embora poucos detalhes sejam dados, o Crescente Vermelho iraniano já confirmou a morte de pelo menos 787 pessoas em todo o país, muitas das quais em ataques que atingiram alvos civis, como aconteceu no hospital Gandhi, em Teerão.

As poucas imagens que surgem de Minab mostram pequenos caixões embrulhados em bandeiras do Irão e um grande aparato para chorar a morte das crianças.

“Estas covas estão a ser escavadas para mais de 160 meninas inocentes que foram mortas no bombardeamento de Estados Unidos e Israel a uma escola primária. Os corpos delas foram feitos em pedaços”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, na rede social X.

Do lado de Estados Unidos e Israel, as forças militares garantem que nenhum alvo civil está sob a mira. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu mesmo que “não alvejaríamos uma escola deliberadamente”.

“O Departamento de Guerra está a investigar se foi um ataque nosso”, confirmou, numa altura em que os ataques continuam.

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