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Irão faz três exigências aos EUA para haver acordo e acabar a guerra no Médio Oriente

19 mai, 10:52
Irão (EPA)
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Menos de uma semana depois de Donald Trump ter dito que a versão do Irão não era mais do que "lixo", as duas partes começam a ficar sem tempo para evitar nova escalada no conflito

O Irão tem três exigências de base para chegar à paz com os Estados Unidos. De acordo com a imprensa local, a mais recente atualização do plano de paz de Teerão envolve o fim de todas as hostilidades no Líbano, a saída das forças norte-americanas das zonas próximas ao Irão e reparações ao país pelos danos causados durante a guerra.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão foi que deu voz a esta nova versão, pedindo também a libertação dos fundos congelados e o fim do bloqueio marítimo que os Estados Unidos continuam a impor ao país.

Os termos apresentados por Kazem Gharibabadi diferem pouco dos conhecidos há menos de uma semana, numa proposta que na altura foi apelidada pelo presidente dos Estados Unidos de “lixo”.

O mesmo Donald Trump sublinhou que só adiou o regresso à guerra por causa da pressão dos países do Golfo Pérsico e da chegada de uma nova proposta de paz que abria uma “chance muito boa” de alcançar um acordo, nomeadamente na questão do programa nuclear.

O problema é que dificilmente esta nova versão agradará à Casa Branca, já que mexe pouco no tal “lixo”, numa altura em que a pressão em redor do Estreito de Ormuz é cada vez mais problemática, havendo até avisos da Agência Internacional de Energia sobre uma possível escassez de combustível em breve.

A extensão da pausa na guerra, impulsionada pelos líderes de Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, foi feita com base na crença de que “um acordo vai ser feito”, como escreveu Donald Trump, prometendo que esse mesmo acordo será “muito aceitável para os Estados Unidos, bem como para os países do Médio Oriente e para lá disso”.

O maior irritante continua a ser, claro, a alegada pretensão do Irão em ter uma arma nuclear, com o presidente dos Estados Unidos a antecipar que ficará “muito feliz” se isso puder ser alcançado sem novos bombardeamentos.

Para já, e de acordo com a agência Reuters, é o Paquistão quem segue na missão de garantir que ambos os lados continuam a trocar pontos de vista, até porque, como diz fonte de Islamabade, “não temos muito tempo”.

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