Desconto nos impostos atenua mas não trava escalada de preços: depois de galgar na segunda-feira, gasóleo continuou a subir na terça. Petróleo está a ronda os 90 dólares por barril. Veja os preços atuais
Um litro de gasóleo simples custou esta terça-feira 1,834 euros, em média, em Portugal continental. O preço subiu 1,7 cêntimos nesse dia, agravando o aumento de 18,2 cêntimos da véspera, segunda-feira. Face à véspera do ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irão, na manhã de 28 de fevereiro, um litro de gasóleo simples está 15% mais caro. Passaram apenas 11 dias.
Este aumentos acontecem apesar do "desconto fiscal" anunciado pelo Estado para o gasóleo (e não para a gasolina). Sem esse desconto, o gasóleo estaria cerca de 3,5 cêntimos mais caro por litro.
Os dados são oficiais, e são calculados todos os dias pela Direção-Geral de Energia e Geologia.
Já um litro de gasóleo especial custa agora, em média, 1,876 euros, valor que subiu 0,9 cêntimos na terçe-feira, que somaram ao aumento de 19,9 cêntimos na segunda-feira. Desde a véspera do ataque ao Irão, o preço de venda ao público deste combustível escalou 24,2 cêntimos, ou 15%.
Os aumentos são menores na gasolina. Um litro de gasolina simples 95 custa agora 1,779 euros; e um litro de gasolina especial 95 é vendido em média por 1,805 euros. Amos os combustíveis estão cerca de 6% mais caros do que na véspera do ataque dos países liderados por Donald Trump e Benjamin Netanyahu, o equivalente a cerca de mais 9,5 cêntimos por litro.
Finalmente, nos combustíveis mais caros, um litro de gasolina 98 custa agora 19,47 euros (mais 8,2 cêntimos que a 27 de fevereiro, ou mais 4%) e um litro de gasolina especial 98 custa 1,986 euros (mais 9,1 cêntimos que antes dos ataques, ou um aumento de 5%).
Estes aumentos refletem sobretudo as restrições à navegação no Estreiro de Ormuz, ao largo do Irão, que afecta cerca de 20% do transporte mundial de petróleo e de gás natural.
Esta quarta-feira de manhã, o índice internacional Brent negociava a cerca de 92 dólares por barril, uma subida de cerca de 5% face à véspera. As cotações têm oscilado fortemente nos últimos dias, tendo chegado a roçar os 119,5 dólares na manha desta segunda-feira. Mesmo depois da descida subsequente, o petróleo está cerca de 50% mais caro do que no início do ano, quando negociava a cerca de 60 dólares por barril.