Com "vários sinais" de que o Líder Supremo do Irão morreu, Netanyahu pede aos iranianos que completem o trabalho de EUA e Israel

28 fev, 19:21
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel (AP)

Relatório da CIA aponta que há planos para a sucessão do aiatola, pelo que Israel e Estados Unidos pedem uma erradicação total da Revolução Islâmica

O primeiro-ministro de Israel não confirmou a morte do Líder Supremo do Irão, mas só faltou isso. Na primeira grande conferência de imprensa após o lançamento de uma operação em larga escala em conjunto com os Estados Unidos, o primeiro-ministro israelita afirmou que “há vários sinais” que indicam que o aiatola Ali Khamenei “já não está entre nós”.

Minutos depois desta declaração, várias fontes israelitas confirmaram que o corpo do aiatola foi encontrado.

Ora, o Irão já garantiu, de várias formas e em vários momentos, que o seu Líder Supremo está vivo e em segurança, mas as informações israelitas parecem apontar em sentido contrário.

De resto, Benjamin Netanyahu parece focado em olhar para a frente, já que grande parte do seu discurso não foi para dentro, mas para fora.

Falando por vezes em inglês, o primeiro-ministro israelita instou os iranianos a saírem à rua para acabarem o trabalho iniciado por Israel os Estados Unidos. Que derrubem o regime, portanto, já que a cúpula iraniana está longe de se extinguir no Líder Supremo, como a CIA avisou num relatório que indica que a Guarda Revolucionária pode assumir o comando do país nesse cenário.

“Queremos agradecer ao bravo povo iraniano, estão a ser libertados dos laços horrorosos desse regime”, indicou Benjamin Netanyahu, instando a população iraniana a fazer o resto.

“É uma oportunidade para fazer algo. Não se sentem de braços cruzados, porque este é o momento e é-vos exigido que vão para a rua em massa, para completarem este trabalho”, vincou, pedindo a erradicação do regime.

O primeiro-ministro israelita mostra assim saber que não será apenas a morte do Líder Supremo do Irão, mesmo que ela se venha a confirmar, que vai ditar o sucesso de uma operação de mudança de regime.

O mesmo sabe Donald Trump, que desde o início percebeu que não seria como na Venezuela, onde se entrava e em três horas se capturava o líder. Desta vez não, porque o regime está espalhado por toda a sociedade, o que requere todo um outro nível de envolvimento e, como o próprio Benjamin Netanyahu confirmou, o envolvimento do povo.

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