O The Wall Street Journal noticiou que a Rússia ameaçou cortar o apoio financeiro fornecido à Bielorrússia caso o país não aceite a auxiliar nos esforços de guerra. A informação, porém, foi contestada não só por Moscovo, mas também por Minsk, que garantiu que o Ocidente está a tentar aumentar a tensão entre os países
A Rússia negou que está a pressionar a Bielorrúsia para que o país auxilie na expansão da guerra na Ucrânia, noticiou a Reuters. A declaração do Kremlin ocorreu após uma notícia do jornal The Wall Street Journal afirmar que os russos estariam interessados em usar o território vizinho para expandir os esforços no conflito que perdura desde 2022.
A notícia "não corresponde à realidade", disse Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, citado pela Reuters. O responsável também garantiu que a Bielorrússia é o "aliado mais próximo" do país.
Segundo a agência de notícias britânica, o território bielorrusso é um dos mais estratégicos no conflito, uma vez que faz fronteira entre os dois países envolvidos na guerra e com outros três Estados-membros da NATO. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já afirmou acreditar que Moscovo deseja que o território vizinho seja mais ativo durante o conflito. O chefe de Estado ucraniano também disse na última sexta-feira que estações de retransmissão de sinal na Bielorrússia estão a ser usadas para guiar drones russos.
O The Wall Street Journal noticiou que a Rússia ameaçou cortar o apoio financeiro fornecido à Bielorrússia caso o país não aceite a auxiliar nos esforços de guerra. A informação, porém, foi contestada não só por Moscovo, mas também por Minsk, que garantiu que o Ocidente está a tentar aumentar a tensão entre os países.
"A situação nas nossas fronteiras é extremamente instável e está a agravar-se. Além das fronteiras, formações de tropas da NATO estão a ser reforçadas, infraestruturas estão a ser melhoradas, o orçamento dos exércitos dos nossos vizinhos está a expandir-se, e os políticos estão a fazer declarações militares veementes", disse Viktor Khrenin, ministro da Defesa da Bielorrússia, num discurso a oficiais recém-formados. "Existem esforços para prolongar e expandir o conflito criado pelo Ocidente na Ucrânia. Hoje, estamos cientes das tentativas de levar a Bielorrússia à guerra", destacou.
As acusações de que a Europa seria responsável pela invasão russa à Ucrânia em 2022 não são recentes. O continente, no entanto, nega esta situação.
Até agora, a Bielorrússia não enviou soldados para auxiliar o aliado no conflito, no entanto, explica a Reuters, o governo de Alexander Lukashenko deixou a Rússia armazenar mísseis nucleares no seu território. Enquanto isso, Moscovo depende de refinarias bielorrussas para processar o petróleo russo e revender gasolina, gasóleo e combustível para aviação para o país liderado por Vladimir Putin.
