À falta de um convite formal para entrar na NATO, Ucrânia está a desenvolver a sua 'própria NATO'

CNN Portugal , DCT
9 jul, 18:10
Volodymyr Zelensky e Emmanuel Macron

Kiev já assinou 20 acordos bilaterais de segurança com países membros da Aliança

Em guerra com a Rússia há quase dois anos e meio e sem poder receber um convite formal para passar a integrar a NATO, a Ucrânia está a criar a sua 'própria NATO', e com membros da Aliança.

Segundo o Politico, a estratégia de Kiev tem passado por estreitar relações diretamente com países aliados, assinando acordos bilaterais de segurança contra as investidas de Moscovo. E já foram celebrados mais de 20 e que incluem pacotes de ajuda militar e financeira, assim como a entrega de armas. Só com os Estados Unidos, o mais recente acordo, assinado em junho, é um documento de 21 páginas no qual Washington promete um “forte e duradouro apoio” à Ucrânia.

Apesar de estes acordos serem importantes, acabam por não ser um derradeiro escudo para Kiev, sobretudo a longo prazo. Uma eventual entrada de Donald Trump ou Marine Le Pen na presidência dos respetivos países pode deitar por terra qualquer acordo até agora firmado. 

Além disso, a NATO rege-se pelo Artigo 5 - um ataque a um membro da NATO é um ataque a todos os membros da NATO -, algo que até agora nenhum acordo bilateral prevê.

E há ainda um outro aspeto que separa a ‘NATO de Zelensky’ da verdadeira NATO: é que não há qualquer acordo até ao momento para o envio de tropas para o terreno - aquela que tem sido a principal barreira para que haja um consenso na entrada de Kiev para a Aliança Atlântica. No entanto, a Ucrânia conseguiu garantir o apoio técnico militar de vários aliados, não só para reparação de material de guerra como para formação de soldados.

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