Governo israelita promete um "punho de ferro" para acabar com a resistência do Hamas, que ainda terá cerca de três mil combatentes
Israel passou semanas a dizer que o ia fazer e nem toda a pressão internacional serviu para algum tipo de cedência. Esta terça-feira consumou-se a entrada na Cidade de Gaza, que já está “a arder”.
São palavras de Israel, numa clara mensagem de que não cede a nenhum tipo de pressões internacionais, venham elas da ONU ou, mais simbólicas, de boicotes à Eurovisão.
Os palestinianos descreveram o mais recente ataque como um dos piores bombardeamentos em quase dois anos de guerra.
Sem o confirmar, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciou que o exército estava a penetrar no terreno e a entrar na principal cidade do território, esperando-se que o número de soldados suba nos próximos dias, com o objetivo de aniquilar os cerca de três mil combatentes do Hamas que ainda resistem.
“Gaza está a arder”, atirou o ministro da Defesa, Israel Katz, numa publicação na rede social X.
“Israel ataca com punho de ferro a infraestrutura terrorista e os soldados das IDF estão a lutar bravamente para criar condições para libertar os reféns e derrotar o Hamas”, reiterou.
Este ataque renovado desafia praticamente todos os líderes europeus, que vão acenando com sanções e avisos a Israel. Sem prejuízo disso, Telavive continua a contar com o seu maior aliado, os Estados Unidos, com Donald Trump a garantir todo o apoio, ameaçando o Hamas com o “Inferno” caso os reféns sejam usados na defesa.
