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Israel acusa Portugal de contradição e afirma: reconhecimento do Estado da Palestina "é um prémio para o terrorismo"

22 set 2025, 11:20

Embaixador de Israel em Portugal critica, em declarações à CNN Portugal, a decisão do Governo

O dia em que Portugal reconheceu o Estado da Palestina foi um “dia triste” para as relações entre Portugal e Israel. É o embaixador israelita no nosso país quem o diz, dando eco às críticas que já tinham sido feitas.

“Este reconhecimento do Estado palestiniano, pensamos que é um prémio para o terrorismo”, afirmou Oren Rozenblat, em declarações exclusivas à CNN Portugal.

O representante de Israel em Portugal aponta que um dos líderes do Hamas afirmou, referindo-se “especialmente a Portugal”, que este é um prémio pelo 7 de Outubro, dia que marcou o ataque do grupo a solo israelita, resultando na morte da centena de pessoas e em cerca de 250 raptos.

“Os terroristas estão felizes com a ação de Portugal, acho que significa muito. Israel e Portugal são parceiros, somos países amigos. Estamos numa situação muito difícil e queremos ajuda”, continuou.

Oren Rozenblat defende que não se pede ajuda militar, mas antes solidariedade da parte de Portugal. “Não queremos ações do governo português contra Israel”, vincou.

Sobre a relação entre as partes daqui para a frente, o embaixador promete uma decisão por parte do governo israelita, que prepara a chegada do novo ano judaico.

Nessa mesma celebração, garantiu Oren Rozenblat, serão lembrados os 48 reféns que ainda estão na Faixa de Gaza, não se sabendo ao certo quais as condições de todos, sendo que Dror Or, que tem passaporte português, é um dos retidos.

“O que é importante saber é que a escolha desta guerra não foi de Israel. Não iniciámos esta guerra, o Hamas iniciou esta guerra quando atacou aldeias pacíficas em Israel”, acrescentou, sugerindo que também o grupo pró-Palestina pode acabar os combates.

Voltando às relações com Portugal, Oren Rozenblat lembrou as palavras do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o comunicado do Governo de 31 de julho. Nessa mesma nota pode ler-se que a libertação de todos os reféns é uma exigência para o reconhecimento da Palestina.

Portugal, Reino Unido, Canadá e Austrália reconheceram no domingo formalmente o Estado da Palestina, num contexto de crescente pressão diplomática para avançar com uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano, marcado por décadas de impasse nas negociações de paz.

Israel rejeitou o reconhecimento e argumentou que é uma “enorme recompensa ao terrorismo”. Em palavras dirigidas aos líderes ocidentais, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou que não haverá um Estado palestiniano.

Já o movimento islamita Hamas afirmou que o reconhecimento representa “uma vitória” para os direitos dos palestinianos.

A Arábia Saudita e o Catar saudaram decisão de Portugal e dos outros países em reconhecer o Estado da Palestina no domingo.

A Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão da Palestina e Implementação da Solução de Dois Estados, copresidida pela França e Arábia Saudita, decorre hoje em Nova Iorque, no âmbito da 80.º. Assembleia-Geral da ONU, na qual vários países reconhecerão o Estado palestiniano.

Quase 150 países já reconheceram o Estado palestiniano em todo o mundo.

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