EUA e a empresa SpaceX estabeleceram um negócio depois do início da guerra, mas a empresa do homem mais rico do mundo acha que está a ganhar cinco vezes menos do que devia
Os drones Kamikazes que os Estados Unidos estão a utilizar na guerra contra o Irão estão a ter tanto sucesso que a Starlink, produto da empresa de Elon Musk SpaceX, tomou uma decisão: o Pentágono tem de começar a pagar mais para utilizar este serviço, essencial à operação dos veículos não-tripulados.
Tal como acontece na Ucrânia, é a Starlink que, em grande parte, ajuda manter uma rede essencial para que os drones militares continuem a operar.
Agora, e de acordo com a agência Reuters, os responsáveis da SpaceX entendem que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve aumentar os dividendos da empresa pela utilização de redes wi-fi através de satélite.
Apenas algumas semanas depois de os Estados Unidos lançarem a sua operação Fúria Épica, executivos da SpaceX encontraram-se com responsáveis do Pentágono para apresentarem uma conta nova: os cerca de 5.000 dólares pagos por cada conexão a um terminal deviam estará custar, afinal, 25.000 dólares.
Cinco vezes mais, portanto, num irritante que pode renovar as diferenças entre Donald Trump e Elon Musk, que há pouco mais de um ano pareciam unha com carne, mas que rapidamente se desentenderam quando a Casa Branca começou a fazer coisas que não agradaram ao homem mais rico do mundo.
Em causa está, em concreto, a utilização dos chamados drones LUCAS, cujo acrónimo advém de algo como “sistema de combate de ataque não-tripulado de baixo-custo”, e que são um modelo até barato quando comparados com a grande arma do Irão neste campo, os drones Shahed.
Estes drones voam em círculo e, quase como uma águia, mergulham para se detonarem assim que é gerado o impacto. O problema é que, para saberem para onde devem ir, estes veículos precisam de uma ligação a um terminal com internet. E é aí que entra o serviço Starlink.
Como escreve a agência Reuters, este aparente novo choque entre o homem mais poderoso do mundo e o homem mais rico do mundo ainda mostra a relevância do segundo na administração do primeiro.
