Aparelhos detetados no cimo de edifícios do país da União Europeia levantaram suspeitas
A Áustria declarou três diplomatas russos persona non gratae depois de ter detetado uma “floresta de antenas” nos telhados de edifícios diplomáticos do país.
De acordo com o governo austríaco, há suspeitas fundadas de que os objetos estivessem a ser utilizados para efeitos de espionagem.
“É inaceitável que a imunidade diplomática seja usada para cometer espionagem”, afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, num comunicado em que confirmou que os três diplomatas já deixaram o país.
Com este novo caso, a Áustria eleva o número de diplomatas russos expulsos desde 2020 para 14.
De acordo com a televisão pública austríaca ORF, o embaixador russo ainda chegou a ser chamado em abril e as autoridades até tentaram lidar com o caso judicialmente, mas a Rússia não permitiu o levantamento da imunidade política, pelo que Viena se decidiu pela expulsão dos diplomatas.
Segundo a mesma fonte, as autoridades austríacas vinham a monitorizar há algum tempo instalações associadas a alegadas operações de vigilância situadas em edifícios da embaixada e numa zona residencial para diplomatas russos em Viena.
Estas estruturas terão permitido a interceção de dados transmitidos por organizações internacionais sediadas na capital austríaca, através de comunicações por satélite.
Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, a Áustria já expulsou um total de 14 diplomatas russos, embora cerca de 220 pessoas continuem acreditadas em representações diplomáticas russas no país.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, citada pela ORF, afirmou que o governo está a adotar uma linha mais firme contra o espionagem e considerou "inaceitável" o uso da imunidade diplomática para este tipo de atividades.