Ucrânia encontra mais de 400 corpos em cidades perto de Kiev. Rússia garante que nenhum civil "sofreu qualquer ação violenta"

CNN Portugal , HCL
3 abr, 17:50
Soldados ucranianos fazem patrulha ao lado de um tanque russo destruído na vila de Lukianivka, perto de Kiev, em 30 de março de 2022.

Em Bucha, cidade localizada a cerca de 30 quilómetros de Kiev, recentemente recuperada pelas forças ucranianas, dezenas de cadáveres foram encontrados nas ruas e enterrados em valas comuns, mas a Rússia negou que as suas tropas tenham matado civis nesta cidade e assegurou que todas as fotografias e vídeos publicados pelo governo ucraniano são uma provocação

Procuradores ucranianos a investigar possíveis crimes de guerra no país disseram este domingo que encontraram 410 corpos em cidades perto de Kiev. Pelo menos 140 já foram examinados disse a procuradora-geral à Iryna Venedyktova num discurso à comunicação social, citado pela agência Reuters.

No discurso, Iryna Venedyktova garantiu que "muitos crimes foram cometidos e ainda estão a ser cometidos" pelas forças do Kremlin em território ucraniano. No entanto, ao mesmo tempo em que foi anunciada a descoberta de mais cadáveres, o Ministério da Defesa da Rússia emitiu um comunicado em que nega a responsabilidade pela morte de civis em Bucha.

"Durante o tempo em que estava sob o controle das forças armadas russas, nenhum morador local sofreu qualquer ação violenta", disse o ministério, acrescentando que as fotos e vídeos de cadáveres espalhados pelas ruas de Bucha foram "outra produção do regime de Kiev para os média ocidentais", acrescentou.

Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, condenou os "ataques desprezíveis" da Rússia contra civis ucranianos em Bucha e Irpin, descrevendo-os como "crimes de guerra" e acrescentando que "não descansará até que a justiça seja feita". Em comunicado, Downing Street disse que "nenhuma negação ou desinformação do Kremlin pode esconder o que todos sabemos ser a verdade - Putin está desesperado,  a sua invasão está a falhar e a determinação da Ucrânia nunca foi tão forte".

"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para matar de fome a máquina de guerra de Putin", garantiu Johnson.

Mas se as reações deste domingo se têm concentrado no horror observado após a retirada das forças russas da região de Kiev, Antony Blinken, em entrevista à CNN, reforça que a guerra está longe de terminar. "Não é uma retirada real, é mais uma adaptação da estratégia deles ", disse o chefe da diplomacia americana, acrescentando que "não devemos estar muito otimistas".

O exército russo "ainda tem a capacidade de semear morte e destruição em grande escala, inclusive em lugares como Kiev, com ataques aéreos e mísseis" , vincou Blinken numa outra entrevista ao canal NBC, explicando também que as forças russas provavelmente estão a adaptar a sua estratégia. “Observamos o que eles fazem, não o que dizem ”, acrescentou.

 

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