Papa Leão XIV já manifestou preocupação com a nova vaga de violência
Dois locais de culto muçulmano foram incendiados na madrugada deste domingo em ataques atribuídos a colonos israelitas na Cisjordânia ocupada, poucas horas depois de confrontos violentos que fizeram seis mortos, agravando a escalada de tensão no território palestiniano.
Segundo responsáveis palestinianos, grupos de colonos atacaram várias localidades nas imediações de Nablus, Tulkarem e Ramallah. Na aldeia de Qusra, uma mesquita recentemente construída foi destruída pelas chamas e as paredes ficaram marcadas com inscrições em hebraico, incluindo a frase "vingança judaica”. Noutra localidade, Kour, uma segunda mesquita foi parcialmente incendiada, mas o fogo foi controlado pelos habitantes antes de consumir todo o edifício.
Os ataques ocorreram na sequência de um confronto registado na sexta-feira na aldeia palestiniana de Tell, onde morreram quatro palestinianos e dois soldados israelitas. As autoridades israelitas alegam que a violência começou durante um incidente envolvendo colonos e residentes palestinianos, desencadeando depois uma vasta operação militar na região.
Entretanto, as forças israelitas realizaram uma série de rusgas na Cisjordânia, detendo dezenas de palestinianos. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou o reforço da presença militar no território, justificando a decisão com o aumento das ameaças à segurança e prometeu uma resposta mais dura aos ataques contra israelitas.
A violência dos colonos israelitas na Cisjordânia tem aumentado nos últimos meses, num contexto de agravamento do conflito israelo-palestiniano. Grande parte da comunidade internacional considera ilegais os colonatos israelitas na Cisjordânia ao abrigo do direito internacional, posição rejeitada por Israel.
Também o Papa Leão XIV manifestou preocupação com a nova vaga de violência e apelou à proteção dos locais de culto e ao regresso às negociações para alcançar uma solução pacífica para o conflito.
