"Vingança judaica". Colonos israelitas incendeiam duas mesquitas na Cisjordânia após confrontos mortais

26 jul, 19:27
Mesquita Cisjordânia
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Papa Leão XIV já manifestou preocupação com a nova vaga de violência

Dois locais de culto muçulmano foram incendiados na madrugada deste domingo em ataques atribuídos a colonos israelitas na Cisjordânia ocupada, poucas horas depois de confrontos violentos que fizeram seis mortos, agravando a escalada de tensão no território palestiniano.

Segundo responsáveis palestinianos, grupos de colonos atacaram várias localidades nas imediações de Nablus, Tulkarem e Ramallah. Na aldeia de Qusra, uma mesquita recentemente construída foi destruída pelas chamas e as paredes ficaram marcadas com inscrições em hebraico, incluindo a frase "vingança judaica”. Noutra localidade, Kour, uma segunda mesquita foi parcialmente incendiada, mas o fogo foi controlado pelos habitantes antes de consumir todo o edifício. 

Os ataques ocorreram na sequência de um confronto registado na sexta-feira na aldeia palestiniana de Tell, onde morreram quatro palestinianos e dois soldados israelitas. As autoridades israelitas alegam que a violência começou durante um incidente envolvendo colonos e residentes palestinianos, desencadeando depois uma vasta operação militar na região. 

Um palestiniano reza no interior de uma mesquita incendiada durante um ataque de colonos israelitas, na madrugada de domingo, na aldeia de Qusra, na Cisjordânia. (Leo Correa/AP)

Entretanto, as forças israelitas realizaram uma série de rusgas na Cisjordânia, detendo dezenas de palestinianos. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou o reforço da presença militar no território, justificando a decisão com o aumento das ameaças à segurança e prometeu uma resposta mais dura aos ataques contra israelitas. 

A violência dos colonos israelitas na Cisjordânia tem aumentado nos últimos meses, num contexto de agravamento do conflito israelo-palestiniano. Grande parte da comunidade internacional considera ilegais os colonatos israelitas na Cisjordânia ao abrigo do direito internacional, posição rejeitada por Israel. 

Também o Papa Leão XIV manifestou preocupação com a nova vaga de violência e apelou à proteção dos locais de culto e ao regresso às negociações para alcançar uma solução pacífica para o conflito.

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