Ucrânia regista "ganhos táticos significativos" a sul e recorde mensal de baixas entre as forças russas

4 abr, 16:35
Soldado ucraniano com obus (AP Photo/Efrem Lukatsky, File)

O relatório do ISW destaca os mais recentes progressos tecnológicos da Ucrânia, principalmente na área dos drones, o que está a aumentar a “letalidade” de Kiev no campo de batalha

A Ucrânia está desde janeiro a registar “ganhos táticos significativos” na frente de batalha a sul, que podem até ter complicado os planos russos para uma ofensiva de primavera-verão.

A conclusão é do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que tem acompanhado o conflito entre Ucrânia e Rússia desde o seu início através da análise de informações em fontes abertas, numa análise publicada esta sexta-feira

O ISW diz também que, ao contrário do que figuras da administração russa têm feito crer, a Ucrânia “não está em risco de colapsar”, sendo disso exemplo os recentes sucessos no campo de batalha.

O relatório destaca também os mais recentes progressos tecnológicos da Ucrânia, principalmente na área dos drones, o que está a aumentar a “letalidade” de Kiev no campo de batalha.

Na sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou que a Rússia registou um número recorde de baixas a nível mensal em março, com mais de 35 mil soldados mortos ou feridos. Destes, 33.988 foram atingidos por drones e 1363 por tiros de artilharia e outros ataques.

Ao mesmo tempo, a Rússia não cede nos ataques, reagindo à proposta da Ucrânia para umas "tréguas" de Páscoa com novas vagas de ataques aéreos com "cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro” contra várias cidades ucranianas, incluindo em Bucha, Kherson e Sumy. Os ataques fizeram 10 vítimas mortais.

Este sábado, um ataque com um drone russo a um mercado na cidade de Nikopol, na região de Dnipropetrovsk, no centro-leste da Ucrânia, provocou cinco mortos e 19 feridos, segundo as autoridades locais.

“Cinco pessoas foram mortas — três mulheres e dois homens” e 19 ficaram feridas, incluindo uma menor de 14 anos que se encontra em estado crítico, indicou na rede social Telegram o chefe da administração militar da região.

O Exército russo não fez comentários sobre este incidente e limitou-se a confirmar ataques contra instalações militares, industriais e energéticas ucranianas utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia e aeródromos militares ucranianos, “bem como acampamentos de destacamento temporário para unidades militares ucranianas e mercenários estrangeiros” em 142 localidades do país durante as últimas 24 horas.

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