Rússia intensificou ataques aéreos em "escalada de Páscoa", denuncia Zelensky

Agência Lusa , BCE
3 abr, 23:05
Volodymyr Zelensky

Presidente ucraniano acusa a Rússia de lançar "múltiplos ataques" enquanto conversava ao telefone com o Papa Leão XIV

Pelo menos 10 pessoas morreram esta sexta-feira na Ucrânia na sequência de novos ataques aéreos da Rússia, de acordo com as autoridades regionais e o governo ucraniano, que denunciou uma “escalada” no conflito.

“Cerca de 500 drones e mísseis de cruzeiro” foram lançados durante o dia pelo exército russo em território ucraniano, denunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriï Sybiga, numa publicação nas redes sociais.

Segundo as autoridades regionais, citadas pela Agência France Presse, pelo menos 10 pessoas morreram nos ataques: uma em Bucha, situada perto de Kiev, outra em Kherson, cidade no sul da Ucrânia, três na região de Soumy, no norte do país, uma em Jytomyr, no centro, duas em Kharkiv, uma das maiores cidades ucranianas, e outras duas em Kramatorsk, na zona leste.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou a Rússia por “intensificar os seus ataques, transformando o que deveria ter sido o silêncio dos céus numa escalada de Páscoa".

Nas redes sociais, Zelensky referiu que os “múltiplos ataques” da Rússia aconteceram enquanto conversava ao telefone com o papa Leão XIV.

“Eis a resposta da Rússia à nossa proposta de trégua pascal”, acrescentou.

A Rússia rejeitou uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo presidente ucraniano.

O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso no final de fevereiro devido à guerra no Médio Oriente.

A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.

Os Estados Unidos anunciaram recentemente a suspensão temporária de algumas sanções ao petróleo russo, impostas após a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o objetivo de conter a subida dos preços energéticos no contexto da guerra no Médio Oriente.

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