Primeiro aproximaram-se das asas, depois atacaram de todos os lados. Novas imagens mostram ataque e destruição de bombardeiros russos na Operação "Teia de Aranha"

CNN Portugal , DCT
5 jun 2025, 12:21
Operação Teia de Aranha

, de Olenya, na região de Murmansk, de Dyagilevo, na região de Ryazan, e de Ivanovo, na região de Ivanovo

 

 

Ainda há dúvidas sobre quantos bombardeiros russos foram, de facto, destruídos na chamada operação ucraniana “Pavutyna”

Imagens de satélite da Maxar Technologies mostram os danos causados após um ataque de drones ucranianos ter atingido a Base Aérea de Belaya, na região de Irkutsk, na Sibéria Oriental, Rússia. Este ataque da Ucrânia, denominado “Operação Pavutyna” (teia de aranha, em tradução livre) é já visto como uma das principais humilhações de Moscovo desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022. Mas o certo é que há dúvidas sobre quantos bombardeiros russos foram, de facto, destruídos.

Imagens de satélite da Maxar, recolhidas a 4 de junho, mostram três de quatro aviões destruídos, incluindo pelo menos dois bombardeiros Tu-22. Numa outra imagem de satélite veem-se mais três bombardeiros Tu-95 destruídos na Base Aérea de Belaya, de Olenya, de Dyagilevo e de Ivanovo. Mas o grupo ucraniano de inteligência de fontes abertas AviVector publicou, no mesmo dia, imagens de satélite que indicam que a destruição foi mais vasta e que incluiu quatro bombardeiros Tu-95MS e um avião de transporte An-12. O mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla inglesa) revela ainda que a AviVector garante que foram destruídos sete bombardeiros Tu-95MS, quatro Tu-22M3 e um An-12, e danificaram provavelmente um Tu-95MS nas bases de Olenya e Belaya, mas para já não há imagens de todos estes danos. Informação corroborada por um alto funcionário da NATO, citado pela televisão ucraniana Suspilne, que disse que a operação destruiu entre dez a 13 aeronaves russas.

Também o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) divulgou novas imagens deste ataque - que terá sido planeado durante um ano e meio -, nas quais mostra drones FPV (First Person View, vista na primeira pessoa, o que significa que transmite vídeo em tempo real, como se estivesse, de facto, uma pessoa a assistir) a atingirem aeronaves A-50 de alerta aéreo antecipado e de controlo (os chamados drones AWACS), assim como bombardeiros estratégicos Tu-95 e Tu-160, bombardeiros supersónicos Tu-22, aviões de transporte An-12 e aviões-tanque Il-78. Todos estes equipamentos aéreos estavam nas bases aéreas de Belaya, situada na região de Irkutsk. Algumas das imagens divulgadas nas redes sociais mostram aeronaves em chamas.

No mesmo relatório, o ISW mostra também como as tropas aéreas ucranianas chegaram aos seus alvos, tendo-se aproximado primeiro das asas, depois das laterais, seguindo-se as partes superiores e inferiores de aeronaves russas de asa fixa em vários aeródromos.

O SBU garante ter usado algoritmos autónomos de inteligência artificial (IA) para dirigir os drones durante a Operação Teia de Aranha, mas o Instituto para o Estudo da Guerra tem ainda algumas dúvidas sobre tal, explicando que “as promessas de uma revolução imediata em drones com inteligência artificial e aprendizagem automática (machine learning) são, à data de junho de 2025, ainda prematuras — mesmo após a Operação Teia de Aranha —, dado que tanto as forças russas como ucranianas necessitam de mais tempo, testes e investimento para implementar este tipo de drones de forma maciça nas frentes de combate”, lê-se no relatório.

De acordo ainda com o SBU, os drones ucranianos atingiram 41 aviões e que a Rússia não será capaz de restaurar metade das aeronaves russas ou que levará anos para conseguir recuperá-las.

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