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Depois de Kursk, Ucrânia ataca a Rússia em Belgorod, avança no terreno e já destruiu uma ponte

CNN Portugal , DCT
21 mar 2025, 11:45
Guerra na Ucrânia (Associated Press)
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Avanços ucranianos acontecem numa altura em que as tropas russas mantêm uma forte presença em Kursk e avançam em Toretsk, Pokrovsk e Velyka Novosilka, na zona de Donetsk

As forças ucranianas avançaram recentemente na região de Belgorod, na Rússia e junto à fronteira com a Ucrânia, revela o mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla inglesa).

Os avanços das tropas de Kiev em direção a esta cidade russa começaram na quarta-feira, mas são ainda “marginais”, como mostram as imagens geolocalizadas a que o instituto teve acesso e os relatos de bloguers de guerra russos, que partilharam mapas dos avanços ucranianos, feitos em duas direções: Prilesye e Demidovka, que ficam a noroeste e a norte de Belgorod, respetivamente. 

“Fontes russas notaram que as forças ucranianas estão a usar um grande número de drones, incluindo drones de fibra ótica, na área, e que as forças ucranianas destruíram uma ponte perto de Grafovka para complicar a logística russa. Uma fonte interna russa alegou que o comando militar russo está a deslocar unidades de reserva para a fronteira, a fim de se defender contra os ataques ucranianos”, lê-se no relatório.

Há, no entanto, ainda dúvidas quanto ao que está realmente a acontecer no terreno, uma vez que um bloguer militar russo alegou que as forças ucranianas cercaram parcialmente a cidade de Demidovka pelo sul, mas outro bloguer rejeitou que as forças ucranianas tenham sequer avançado perto daquela localidade.

Da parte da Ucrânia, não há ainda relatos destes avanços, apenas a confirmação de que destruíram um posto de comando russo perto de Demidovka. 

Estes avanços ucranianos acontecem numa altura em que as tropas russas se movimentam de forma mais intensa perto de Toretsk, Pokrovsk e Velyka Novosilka, três localidades na zona de Donetsk.

Mas este avanço ucraniano pode trazer complicações às tropas russas, que têm agora de fazer recuar os soldados ucranianos para junto da fronteira, tentando, com isso, aproximar-se de Kharkiv, que fica a menos de 100 quilómetros de Belgorod.

A região de Kursk continua a ser palco de confrontos, mas sem que haja um cerco às tropas ucranianas, ao contrário do que garantiu na semana passada Vladimir Putin e ecoou, dias depois, Donald Trump.

Os Serviços Secretos dos EUA, com o apoio da CIA, desmentiram, esta quarta-feira, os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos ao dizer que os ucranianos não estão encurralados em Kursk, informação que foi partilhada com a Casa Branca. O documento, que conta ainda com detalhes dos serviços de informação europeus, admitem que as tropas ucranianas estão sob pressão em Kursk, mas que não há qualquer cerco por parte dos soldados russos. Também um recente relatório do ISW não viu “nenhuma evidência geolocalizada que indique que as forças russas cercaram um número significativo de forças ucranianas em Kursk ou em qualquer outro lugar ao longo da linha de frente na Ucrânia”.

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