Informação foi avançada pelo site de notícias Semafor, que cita duas fontes sob anonimato, horas antes de uma antecipada chamada telefónica entre Vladimir Putin e o Presidente norte-americano
A administração de Donald Trump está a considerar declarar a península ucraniana da Crimeia, que foi anexada pela Rússia em 2014, como território russo num possível futuro acordo de paz para acabar com a guerra na Ucrânia.
A notícia está a ser avançada esta terça-feira pelo site de notícias Semafor, que cita duas pessoas familiarizadas com o processo e que adianta que as autoridades dos EUA também já discutiram a possibilidade de exigir às Nações Unidas (ONU) que sigam o mesmo passo.
A informação ainda não foi confirmada de forma independente pela Reuters. O Semafor diz que a Casa Branca se recusou a comentar as informações avançadas sob anonimato.
De acordo com as fontes, Trump ainda não tomou quaisquer decisões formais sobre isto, sendo que a possibilidade de declarar a Crimeia como parte do território da Federação Russa é apenas uma de várias opções em estudo. Na segunda-feira à noite, o Presidente norte-americano tinha adiantado que já foi alcançado um acordo sobre “vários elementos” de um “acordo final” a ser negociado com a Rússia para um cessar-fogo na Ucrânia.
“Muitos elementos de um acordo final foram acordados, mas continua muito [por resolver]”, indicou numa publicação na sua rede social, a Truth Social. “Estou muito entusiasmado com a chamada com o Presidente Putin”, adiantou. Essa chamada, informou o Kremlin esta manhã, terá lugar em duas partes, às 15:00 e às 17:00, hora em Portugal continental.
A Crimeia continua, até hoje, a ser internacionalmente reconhecida como parte da Ucrânia pela maioria dos países, com Kiev a dizer que pretende reaver o controlo da península na costa do Mar Negro, apesar de assumir que é “irrealista” pensar em fazê-lo por via da força. Moscovo, por seu lado, continua a alegar que a Crimeia, onde está estacionada a sua frota naval do Mar Negro, já é parte formal da Rússia – uma questão que, para o governo de Putin, está encerrada “para sempre”.