Apontaram-lhes armas e fizeram-nas reféns: crianças russas obrigadas a participar em exercícios antiterroristas

Agencia EFE , MCC
18 ago, 15:00
Escola
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Objetivo é garantir que as autoridades estão prontas a tomar medidas em caso de assalto ou de um ataque com drones

Mais de uma centena de jardins de infância e escolas da Rússia estão a realizar exercícios antiterroristas nos quais obrigam os menores a deitar-se de barriga para baixo e a bloquear as portas, além de praticarem cenários de tomada de reféns e outras situações críticas, segundo noticiaram esta terça-feira meios de comunicação russos.

“Durante os exercícios foram praticados vários cenários: ataque armado com utilização de substâncias inflamáveis, captura de alunos e do professor de um dos grupos de um jardim de infância”, escreveu o jornal independente Novaya Gazeta Europe, sediado na Letónia.

Segundo o meio, mais de uma centena de estabelecimentos de ensino de toda a Rússia já comunicaram a realização desses exercícios.

“As crianças foram obrigadas a deitar-se de barriga para baixo no chão e a agachar-se. Em vários casos, apontaram-lhes armas e fizeram delas reféns. As crianças também bloquearam as portas dos jardins de infância” no âmbito destas práticas, assinalou o Novaya Gazeta Europe.

Os canais russos do Telegram 112, Mash e Baza informaram que, durante um destes exercícios realizados na localidade de Sérkovo, na região de Moscovo, quatro professores ficaram feridos após a explosão de uma granada atordoante.

Estes exercícios foram anunciados no passado dia 12 de agosto pelo vice-ministro da Educação, Alexandr Bugáev, numa reunião da comissão estatal de prevenção e gestão de emergências e segurança contra incêndios.

Estes exercícios, segundo informou o jornal russo Kommersant, destinam-se a professores e agentes de segurança das instituições educativas e têm como objetivo praticar as ações a tomar em caso de assaltos ou ataques com drones.

Além disso, está previsto que, em setembro, especialistas do ministério para Situações de Emergência ministrem um curso adicional de preparação para professores e diretores das escolas.

Segundo o ministério russo da Educação no seu portal oficial, existem na Rússia 108.262 estabelecimentos de ensino que devem contar com proteção antiterrorista, dos quais um total de 76.754 já cumpriram todas as medidas preventivas.

O ministro das Emergências, Alexandr Kurenkov, presente na referida reunião, assegurou que “quando os pais entregam os seus filhos aos estabelecimentos de ensino, têm a certeza de que eles estão protegidos”.

“Somos responsáveis pela vida e pela saúde das nossas crianças, por isso exigimos aos responsáveis uma atenção exclusiva às medidas de segurança. Qualquer manifestação de negligência ou supervisão inadequada é inaceitável”, declarou.

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