O vice-chefe da Marinha russa foi morto pela Ucrânia na região de Kursk, na Rússia, anunciou esta quinta-feira Oleg Kozhemyako, governador da região de Primorsky, no extremo oriente russo.
O major-general Mikhail Gudkov, subcomandante-chefe da Marinha russa, que também liderava uma brigada que combateu na Ucrânia, foi morto na região fronteiriça russa que, no ano passado, registou uma incursão bem-sucedida das forças ucranianas.
É um dos oficiais russos mais relevantes a ser morto desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, há três anos.
Kozhemyako já tinha entregue condecorações de bravura a Gudkov e afirmou, num comunicado a anunciar a sua morte, que os dois falaram muitas vezes ao longo dos anos.
Descreveu Gudkov como um “guerreiro determinado” que “morreu enquanto cumpria o seu dever como oficial, juntamente com os seus camaradas”. Kozhemyako não forneceu mais detalhes sobre as circunstâncias da morte de Gudkov.
O ministério da Defesa da Rússia confirmou a morte de Gudkov esta quinta-feira, dizendo que foi morto em combate na região de Kursk. Não houve, para já, qualquer comentário por parte da Ucrânia.
Gudkov foi nomeado vice-chefe da Marinha russa para forças costeiras e terrestres pelo presidente Vladimir Putin em março.
Na altura, Putin declarou: “Como o ministro e o chefe do Estado-Maior consideram que a sua experiência deve ser replicada noutras unidades, decidi transferi-lo para um cargo - para aumentar o seu nível de responsabilidade.”
O exército ucraniano acusou anteriormente Gudkov e outros membros da sua antiga 155.ª brigada de cometerem crimes de guerra na Ucrânia, incluindo o assassinato de civis nas localidades de Bucha, Irpin e Gostomel, nos primeiros meses da guerra da Rússia.
Por outro lado, o Serviço Estatal da Guarda de Fronteiras da Ucrânia afirmou que a 155.ª brigada esteve envolvida em execuções de prisioneiros de guerra ucranianos.
A Rússia tem negado sistematicamente a prática de crimes de guerra na Ucrânia, apesar das provas reunidas pelos ucranianos e por investigadores internacionais.
