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Ucrânia mata em Kursk um dos mais importantes oficiais russos

CNN , Anna Chernova, Svitlana Vlasova e Ivana Kottasová
3 jul 2025, 16:58
Ucrânia
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O vice-chefe da Marinha russa foi morto pela Ucrânia na região de Kursk, na Rússia, anunciou esta quinta-feira Oleg Kozhemyako, governador da região de Primorsky, no extremo oriente russo.

O major-general Mikhail Gudkov, subcomandante-chefe da Marinha russa, que também liderava uma brigada que combateu na Ucrânia, foi morto na região fronteiriça russa que, no ano passado, registou uma incursão bem-sucedida das forças ucranianas.

É um dos oficiais russos mais relevantes a ser morto desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, há três anos.

Kozhemyako já tinha entregue condecorações de bravura a Gudkov e afirmou, num comunicado a anunciar a sua morte, que os dois falaram muitas vezes ao longo dos anos.

Descreveu Gudkov como um “guerreiro determinado” que “morreu enquanto cumpria o seu dever como oficial, juntamente com os seus camaradas”. Kozhemyako não forneceu mais detalhes sobre as circunstâncias da morte de Gudkov.

O ministério da Defesa da Rússia confirmou a morte de Gudkov esta quinta-feira, dizendo que foi morto em combate na região de Kursk. Não houve, para já, qualquer comentário por parte da Ucrânia.

Gudkov foi nomeado vice-chefe da Marinha russa para forças costeiras e terrestres pelo presidente Vladimir Putin em março.

Na altura, Putin declarou: “Como o ministro e o chefe do Estado-Maior consideram que a sua experiência deve ser replicada noutras unidades, decidi transferi-lo para um cargo - para aumentar o seu nível de responsabilidade.”

O exército ucraniano acusou anteriormente Gudkov e outros membros da sua antiga 155.ª brigada de cometerem crimes de guerra na Ucrânia, incluindo o assassinato de civis nas localidades de Bucha, Irpin e Gostomel, nos primeiros meses da guerra da Rússia.

Por outro lado, o Serviço Estatal da Guarda de Fronteiras da Ucrânia afirmou que a 155.ª brigada esteve envolvida em execuções de prisioneiros de guerra ucranianos.

A Rússia tem negado sistematicamente a prática de crimes de guerra na Ucrânia, apesar das provas reunidas pelos ucranianos e por investigadores internacionais.

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