Rússia já avançou dez quilómetros em direção a Kharkiv

17 mai, 17:01
Soldado ucraniano com obus (AP Photo/Efrem Lukatsky, File)

A mais recente ofensiva russa lançada em direção a Kharkiv promete ser um grande desafio para as forças ucranianas, que ainda sofrem com a falta de munições e equipamento militar

O presidente ucraniano afirmou esta quinta-feira à noite que a Rússia já avançou dez quilómetros a partir da fronteira rumo à cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia.

"Hoje, as nossas forças de defesa estabilizaram os russos onde eles se encontram. O ponto mais profundo do seu avanço é de 10 km", disse Volodymyr Zelensky.

A mais recente ofensiva russa lançada em direção a Kharkiv promete ser um grande desafio para as forças ucranianas, que ainda sofrem com a falta de munições e equipamento militar apesar de já ter sido aprovado o pacote de armas norte-americano de 60 mil milhões de dólares.

"Compreendemos que teremos duras batalhas pela frente e o inimigo está a preparar-se para isso”, disse o comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, citado pelo Financial Times. Syrskyi referiu também que a Rússia ainda não conseguiu ultrapassar as linhas defensivas ucranianas.

Para já, a Rússia não declara Kharkiv como objetivo. Na China, onde se deslocou na quinta-feira para uma visita de Estado, o presidente russo afirmou que Moscovo “não tem planos para tomar Kharkiv” nos próximos tempos. No entanto, Vladimir Putin salientou que as tropas russas “estão a avançar diariamente”.

“Quanto ao que está a acontecer em Kharkiv, a culpa também é deles. Porque eles disparam e, infelizmente, continuam a disparar contra zonas residenciais dos territórios fronteiriços, incluindo Belgorod. Estão a morrer civis nessas zonas. Estão a atacar o centro da cidade, zonas residenciais", comentou Putin, citado pela Euronews.

“Eu disse publicamente que, se isto continuar, seremos obrigados a criar uma zona de segurança, uma zona tampão. É isso que estamos a fazer. Quanto a Kharkiv, não existem atualmente planos (para tomar a cidade)”, acrescentou o líder do Kremlin.

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