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"Penso que o conflito na Ucrânia está a chegar ao fim". Mas Putin afasta Trump do processo de paz

Pedro Falardo , atualizado às 20:18
9 mai, 19:42
Vladimir Putin (Mikhail Metzel/AP)
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O presidente russo também não rejeita a ideia de um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, "mas apenas se chegarmos a acordo quanto a uma paz duradoura"

O presidente russo Vladimir Putin admitiu este sábado que a guerra da Ucrânia poderá estar próxima do momento de um fim.

“Penso que as coisas (guerra na Ucrânia) estão a chegar ao fim”, disse o líder russo, citado pela agência Tass, durante uma conferência de imprensa.

No mesmo evento, Putin também não rejeitou a ideia de um encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “mas apenas se chegarmos a acordo quanto a uma paz duradoura”.

O presidente russo pareceu também colocar Donald Trump à margem do processo negocial. Embora tenha agradecido aos EUA por facilitarem as conversações entre as duas partes, Putin avisou que o assunto é para ser tratado “apenas entre Rússia e Ucrânia”.

Quanto a uma reunião com Zelensky, Putin explicou que foi informado por Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, da disponibilidade do presidente ucraniano para esse encontro. Nesse sentido, afirmou, a reunião poderá acabar por ter lugar num país terceiro.

"Ouvi [de Robert Fico] mais uma vez que a parte ucraniana, o senhor Zelensky, está disposta a realizar um encontro pessoal, mas não é a primeira vez que ouvimos isso", afirmou o presidente russo.

Putin também mostrou abertura para um diálogo entre a Rússia e a Europa e até nomeou aquele que será o seu mediador preferido: Gerhard Schroeder, chanceler alemão entre 1998 e 2005, que após a saída do cargo trabalhou para várias empresas estatais russas, como a Gazprom e a Rosneft.

As declarações de Putin foram proferidas no Dia da Vitória, feriado que assinala a vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazi no final da Segunda Guerra Mundial, e habitualmente marcado por um desfile militar na Praça Vermelha, em Moscovo.

Durante a semana, a Ucrânia ameaçou por várias vezes atacar o desfile, tendo Zelensky dito que "não recomendaria" a presença de ninguém em Moscovo neste sábado. No entanto, esta sexta-feira, o presidente dos EUA anunciou um cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia, a serem cumpridos de sábado a segunda-feira.

"Este pedido foi feito diretamente por mim, e estou muito grato pela aceitação do presidente Vladimir Putin e do presidente Volodymyr Zelensky. Espero que seja o início do fim de uma guerra muito longa, sangrenta e duramente travada", escreveu Trump na Truth Social.

Antes do anúncio do líder americano, também Zelensky e Putin tinham decretado cada um o seu cessar-fogo para este período.

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