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Trump terá sugerido "tropas de paz" chinesas na Ucrânia pós-guerra (mas agora nega)

30 ago 2025, 10:45
O líder chinês Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, participam numa cerimónia de boas-vindas quando Trump visitou Pequim em 2017 (NICOLAS ASFOURI/AFP/Getty Images)

O Presidente dos EUA terá defendido a presença de soldados chineses para monitorizar uma zona neutra ao longo da linha da frente na Ucrânia, numa eventual proposta de paz. A notícia, avançada pelo Financial Times, é negada oficialmente pela Casa Branca

Donald Trump terá apresentado a ideia de colocar "forças de paz" chinesas em território ucraniano como parte de um eventual acordo que pusesse fim à invasão russa, em curso há três anos e meio. A sugestão, avançada por quatro fontes não identificadas (mas próximas da negociação) ao Financial Times, surge num contexto em que Moscovo já havia proposto algo semelhante, tenso sido rejeitado de imediato por Kiev e pelos aliados europeus devido à proximidade estratégica entre Pequim e Moscovo.

A Administração Trump não comentou publicamente a hipótese e, em declarações ao Financial Times, um alto funcionário da Casa Branca classificou a notícia como "falsa", garantindo que "não houve qualquer discussão" sobre tropas de paz chinesas.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem insistido na necessidade de garantias de segurança como condição para qualquer negociação. E a coligação de países europeus favoráveis a um acordo de paz propôs a criação de uma força multinacional de “garantia de segurança” pós-guerra, destinada precisamente a reforçar a proteção da Ucrânia numa eventual paz.

Moscovo, porém, rejeita a presença de forças de paz oriundas de países da NATO, com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, a advertir que tal intervenção seria equivalente a uma "intervenção militar estrangeira".

Apesar de se apresentar como neutra e defender uma resolução pacífica do conflito, a China tem mantido um papel decisivo junto de Moscovo, ajudando a contornar sanções ocidentais e tornando-se no principal fornecedor de bens de dupla utilização. Kiev acusou ainda repetidamente Pequim de fornecer armamento e componentes de defesa à Rússia, alegação sempre negada por Pequim.

Neste cenário de tensões e negociações silenciosas, o Presidente russo, Vladimir Putin, prepara-se para visitar a China este fim de semana, encontrando-se com o seu homólogo Xi Jinping. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, descreveu a visita como "absolutamente sem precedentes", sinal de que as movimentações diplomáticas entre Moscovo e Pequim poderão ter um peso crescente no futuro da guerra.

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