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O que sabemos sobre as minas no Estreito de Ormuz após a última ameaça de Trump

CNN , Billy Stockwell
23 abr, 19:16
Contratorpedeiros dos EUA realizam operações de desminagem no Estreito de Ormuz (CNN)

Os EUA acreditam ter todas as capacidades para remover as minas que se encontram atualmente no estreito, mas o processo pode demorar até seis meses, de acordo com o Pentágono. Trump anunciou, entretanto, que os seus "navios detetores de minas" já estão a trabalhar para limpar a passagem estratégica

O presidente Donald Trump deu ordem à Marinha dos EUA para disparar contra quaisquer embarcações iranianas que estejam a colocar minas no Estreito de Ormuz, o importante ponto de estrangulamento energético, responsável pela circulação de cerca de um quinto de todo o petróleo bruto mundial.

Ainda não é exatamente claro o que motivou o último aviso de Trump, mas crescem os receios de que a presença de minas nesta rota marítima crucial possa desencadear repercussões económicas que ultrapassem a própria guerra.

Quando é que o Irão começou a colocar minas?

No início de março, a CNN noticiou que o Irão tinha começado a colocar minas no Estreito de Ormuz, segundo duas pessoas familiarizadas com informações dos serviçoes de Informação dos EUA sobre o assunto. Na altura, Trump avisou que, se as minas fossem colocadas e não fossem removidas, Teerão enfrentaria consequências “a um nível nunca antes visto”.

As fontes disseram em março que o Irão podia, de forma viável, colocar centenas de minas naquela via. Mas não são necessárias tantas para efetivamente encerrar o estreito, uma vez que capitães comerciais e armadores não querem correr o risco.

Mais tarde nesse mês, as forças armadas do Irão afirmaram que Teerão “não precisa” de minar o Golfo Pérsico para afirmar o seu poder, sublinhando que utilizaria “todos os meios possíveis para garantir a segurança, conforme necessário”.

Quais são os potenciais impactos?

Para além dos riscos óbvios para os navios na região e para a segurança das tripulações, a presença de minas pode atrasar a reabertura da passagem estratégica.

Responsáveis do Pentágono informaram esta semana legisladores sobre uma avaliação dos serviços de informação que concluiu que poderá demorar até seis meses para livrar completamente o Estreito de Ormuz das minas, após o fim da guerra com o Irão, disse à CNN uma fonte familiarizada com o assunto. Um porta-voz do Pentágono afirmou na quarta-feira que um encerramento de seis meses seria “inaceitável”.

Quão facilmente podem as minas ser removidas?

O comandante do Comando Central dos EUA, almirante Bradley Cooper, disse na semana passada que o número de minas no estreito está “bem dentro da nossa capacidade de remoção”, acrescentando que os EUA já têm realizado operações de desminagem.

Trump reiterou esta quinta-feira que os “navios detetores de minas” dos EUA estão a limpar o estreito neste momento. “Estou a ordenar que essa atividade continue, mas a um nível triplicado!”

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