Quase 100 militares norte-americanos ficaram feridos desde o retomar da guerra com o Irão

CNN , Aditi Sangal e Helen Regan
21 jul, 08:42
Soldados americanos
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Após alguma demora em divulgar a existência de feridos, Pentágono assume que quase uma centena de militares sofreu ferimentos desde 7 de julho

Quase 100 militares norte-americanos sofreram algum tipo de ferimento desde 7 de julho, informou o Pentágono, numa altura em que os Estados Unidos e o Irão voltaram a trocar ataques durante mais uma noite.

Eis o que precisa de saber sobre o que está a acontecer na guerra no Irão:

  • Baixas entre os militares dos EUA: um porta-voz do Pentágono afirmou que a maioria dos quase 100 ferimentos sofridos por militares norte-americanos corresponde a "concussões ligeiras". A CNN revelou na segunda-feira que as Forças Armadas dos EUA demoraram a divulgar a existência destes ferimentos, alegando que o atraso se destinava a proteger os militares afetados.

  • Repatriamento dos militares mortos: a cerimónia de receção dos corpos dos militares norte-americanos mortos na guerra — inicialmente prevista para terça-feira — terá lugar na quarta-feira, segundo um responsável da administração Trump. O presidente dos EUA, Donald Trump, era inicialmente esperado na cerimónia. Nos últimos dias, Trump tinha avisado que Teerão "pagaria" pela morte de três militares norte-americanos.

  • Décima noite de ataques: os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irão na noite de segunda-feira para terça-feira, visando centros de comando e capacidades marítimas iranianas, segundo os militares norte-americanos. Os meios de comunicação estatais iranianos noticiaram explosões em vários locais, incluindo Bandar Abbas, Qeshm e o distrito de Bemani, na província meridional de Hormozgan.

  • Ataques no Estreito de Ormuz: a autoridade marítima britânica informou que a tripulação de um navio alegadamente atingido na segunda-feira no Estreito de Ormuz abandonou a embarcação e refugiou-se num bote salva-vidas. O tráfego diário de navios naquela via marítima continua a diminuir, tendo apenas nove embarcações atravessado o estreito na segunda-feira, segundo dados da MarineTraffic. Ainda assim, as Forças Armadas dos EUA afirmam ter "ajudado a facilitar a passagem de cerca de 900 navios comerciais" desde o início de maio.

  • Impacto regional: a escalada do conflito está a afetar todo o Médio Oriente. O Kuwait anunciou que intercetou mísseis e drones "hostis" durante a noite, enquanto a Jordânia afirmou ter intercetado e abatido três mísseis lançados a partir do território iraniano. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos estão a reforçar a sua presença aérea na região, com dezenas de aviões de reabastecimento a chegarem a Israel nos últimos dias.

  • Proposta de cessar-fogo: os mediadores propuseram um cessar-fogo de dez dias entre os Estados Unidos e o Irão, mas Washington desvalorizou a possibilidade de Donald Trump aceitar essa proposta.

  • Conflito entre Israel e Líbano: as Forças de Defesa de Israel anunciaram o início de um "programa-piloto" para uma retirada parcial do sul do Líbano, através da transferência do controlo de três aldeias para o Exército libanês. A medida decorre de um quadro de 14 pontos acordado entre Israel e o Líbano após negociações mediadas pelos Estados Unidos.

*Lex Harvey, Clay Voytek, Piper Hudspeth Blackburn, Mohammed Tawfeeq, Dana Karni, Max Saltman, Eyad Kourdi, Lisa Wong, Kevin Liptak e Alejandra Jaramillo contribuíram para este artigo

Relacionados

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

E.U.A.

Mais E.U.A.