Guarda prisional agredido na cadeia de Beja

14 nov, 21:36
Estabelecimento prisional (Lusa/Tiago Petinga)

O guarda agredido sofreu ferimentos ligeiros. O recluso deverá agora enfrentar um processo disciplinar interno e procedimento criminal pela agressão

Um guarda prisional foi agredido esta sexta-feira  no Estabelecimento Prisional de Beja, após intervir numa situação de conflito entre um recluso e uma profissional de saúde. 

A TVI e CNN Portugal sabem que o incidente ocorreu quando o detido começou a ameaçar uma enfermeira por esta se recusar a fornecer-lhe uma medicação que não lhe estava prescrita.

Perante as ameaças, o guarda interveio e conduziu o recluso para outra zona da prisão, seguindo as orientações do graduado de serviço, que determinou que o detido fosse colocado em regime de prevenção, como medida cautelar.

No momento em que o guarda se aproximou do recluso para proceder ao encerramento, o detido desferiu-lhe socos no rosto. Foi necessária a rápida intervenção de um outro elemento da guarda prisional para imobilizar o agressor e restabelecer a segurança.

O guarda agredido sofreu ferimentos ligeiros. O recluso deverá agora enfrentar um processo disciplinar interno e procedimento criminal pela agressão.

Este ano já foram agredidos 36 guardas prisionais.

O porta-voz do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Frederico Morais, reagiu à situação, recordando que os guardas “estiveram em greve desde outubro” e que apenas “suspenderam temporariamente a paralisação” para permitir uma ronda de negociações sobre medidas de segurança.

Segundo o sindicato, as propostas apresentadas pelos guardas foram ignoradas pela direção. “A diretora não quis saber da opinião dos guardas e não acolheu as soluções que apresentámos”, afirmou Morais, acrescentando que a greve será retomada no dia 1 de dezembro.

O sindicato denuncia ainda que, na sua perspetiva, o estabelecimento prisional está ‘à deriva’, sem gestão eficaz, o que, dizem, coloca diariamente em risco a segurança do corpo da guarda.

Frederico Morais acusa igualmente a diretora de não valorizar as questões de segurança, alegando que tal postura “coloca em causa a integridade dos guardas prisionais”.

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