REVISTA DE IMPRENSA || Treinos incluíram o uso de armas reais
Militares das Forças Armadas, incluindo elementos no ativo, são suspeitos de terem dado formação paramilitar a grupos neonazis portugueses, avança o Expresso. Os treinos, realizados em 2023 pelo Grupo 1143, incluíram o uso de armas reais e visavam preparar os extremistas para um eventual cenário de guerra civil.
As atividades foram reveladas por um ex-membro da Nova Ordem Social, agora ligado ao Movimento Armilar Lusitano, cujos líderes foram detidos em junho.
Embora atualmente o grupo publicite apenas jogos de guerra com armas de airsoft, as autoridades têm suspeitas de que as atividades envolvam armamento verdadeiro. O Estado-Maior-General das Forças Armadas garante estar atento a situações ilegais, sublinhando que a ligação a movimentos extremistas é incompatível com os deveres militares.
Além do treino, há indícios de tráfico ilegal de armas entre membros de grupos de extrema-direita. As armas, inicialmente usadas em segurança ilegal, extorsão e tráfico de droga, estariam agora a ser preparadas para possíveis ações terroristas em solo nacional.
Pelo menos dez elementos da PSP, GNR e Forças Armadas são suspeitos de colaborar com estes movimentos, agravando as preocupações das autoridades.