JD Vance junta-se a Usha Vance na visita à Gronelândia. "Não queria que ela se divertisse sozinha"

26 mar 2025, 09:14
Um novo aeroporto e novos voos internacionais vão abrir a Gronelândia ao turismo. Sean Gallup/Getty Images

Estados Unidos alteraram o âmbito da visita ao território autónomo da Dinamarca, que passou a centrar-se apenas na visita à base norte-americana de Pituffik

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, vai juntar-se à mulher, Usha Vance, na visita à Gronelândia prevista para esta sexta-feira, anunciou o próprio na rede social X, depois da polémica gerada após o anúncio da viagem, que não foi promovida pelas autoridades da região nem pela Dinamarca, e que levou o governo dinamarquês a considerar tratar-se de uma "pressão inaceitável" da administração Trump sobre um território que o líder da Casa Branca disse querer comprar.

"Houve tanto entusiasmo com a visita da Usha à Gronelândia, na sexta-feira, que decidi que não queria que ela se divertisse sozinha e, por isso, vou juntar-me a ela. Vou visitar os nossos militares na força espacial e verificar o que se passa com a segurança da Gronelândia. É muito importante, muitos outros países ameaçaram a Gronelândia, ameaçaram utilizar os seus territórios e as suas vias navegáveis para ameaçar os EUA, o Canadá e, claro, as pessoas da Gronelândia", justificou, referindo-se à deslocação à base espacial de Pituffik, localizada na costa noroeste.

Inicialmente, estava previsto que a segunda-dama dos Estados Unidos assistisse a uma corrida nacional de trenós puxados por cães e que a sua visita fosse para "celebrar a cultura e a unidade da Gronelândia", segundo um comunicado da Casa Branca, o que gerou indignação não só por parte do governo da Gronelândia como da Dinamarca.

Na terça-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou mesmo, em declarações à televisão do país, que os Estados Unidos estão a exercer “uma pressão inaceitável” sobre a Gronelândia, ao mesmo tempo que garantia que se trata de um pressão a que irão "resistir".

Já esta quarta-feira, o ministro dinamarquês dos negócios estrangeiros saudou a decisão dos Estados Unidos em alterar o sentido da visita. "Penso que é muito positivo o facto de os americanos terem cancelado a sua visita à sociedade gronelandesa. Em vez disso, vão visitar a sua própria base, em Pituffik, e não temos nada contra isso”, disse Lars Lokke Rasmussen à emissora DR.

 

 

Relacionados

Europa

Mais Europa