Região autónoma pertence à Dinamarca, mas está localizada na América do Norte. Exemplo das Ilhas Faroé afigura-se como solução
Na ânsia de competir a título oficial, a Gronelândia viu rejeitado o pedido para integrar a CONCACAF, confederação que tutela o futebol na América do Norte, Central e Caraíbas. A maior ilha do Mundo – com mais de 80 por cento da área coberta por gelo – viu o objetivo refutado por unanimidade.
Ainda que se localize na América do Norte, trata-se de uma região autónoma da Dinamarca, tal como as Ilhas Faroé, que competem na UEFA. Em todo o caso, a Gronelândia não é reconhecida pelas Nações Unidas, fator decisivo neste processo.
Quanto à CONCACAF, esta confederação autorizou a entrada de membros de territórios ultramarinos não independentes, que a FIFA não reconhece: Bonaire e Sint Maarten – que pertencem aos Países Baixos – e Guiana Francesa, Guadalupe, Martinica e Saint Maarten – territórios franceses.
A Gronelândia é habitada por 57 mil pessoas, contando com 76 clubes e mais de cinco mil jogadores federados. No entanto, face ao clima, é apenas jogar ao ar livre durante cinco meses.