Europa junta-se em resposta contra os EUA e vários países colocam militares a caminho da Gronelândia

15 jan, 01:16
Grandes icebergues afastam-se enquanto o sol nasce perto de Kulusuk, na Gronelândia, a 16 de agosto de 2019. Felipe Dana/AP

Suécia, Alemanha, Países Baixos, França, Canadá e Noruega vão ajudar Copenhaga num cenário de forte tensão com os EUA

A Dinamarca e vários aliados do Atlântico Norte vão reforçar a sua presença militar na Gronelândia, numa fase em que Donald Trump e a administração americana exercem forte pressão sobre Copenhaga pela posse da ilha.

Após a reunião do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e do vice-presidente JD Vance com os ministros dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia e da Dinamarca, o Ministério da Defesa do governo de Mette Frederiksen anunciou que o país vai aumentar a sua presença militar no território.

“Como parte do reforço da presença no Ártico e no Atlântico Norte, as Forças Armadas irão, a partir de hoje, mobilizar recursos e unidades no âmbito de atividades de treino, o que significa que, num futuro próximo, haverá um aumento da presença militar na Gronelândia e arredores, incluindo aeronaves, navios e soldados, inclusive de aliados da NATO”, pode ler-se num comunicado publicado no site daquele ministério.

Um desses aliados é a Suécia, o primeiro dos vizinhos dinamarqueses a anunciar que vai destacar elementos das suas forças armadas para a ilha ártica.

“Alguns oficiais das Forças Armadas Suecas chegam hoje à Groenlândia. Fazem parte de um grupo de vários países aliados. Juntos, prepararão os próximos passos no âmbito do exercício dinamarquês Operação Arctic Endurance. O envio de pessoal das Forças Armadas da Suécia ocorreu a pedido da Dinamarca”, anunciou o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, no X.

De acordo com o Politico, também Países Baixos, Canadá, França e Alemanha vão participar neste exercício.

No caso de Berlim, o Ministério da Defesa alemão anunciou que vai enviar uma equipa de reconhecimento de 13 elementos das forças armadas para “apoiar a Dinamarca na garantia da segurança na região, por exemplo, no que diz respeito às capacidades de vigilância marítima”.

Também a Noruega vai contribuir, mas com dois responsáveis das suas forças armadas, disse o ministro da Defesa, Tore Sandvik, à Reuters.

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