REVISTA DE IMPRENSA || Vírus chegou este ano três a quatro semanas antes do habitual
O aumento precoce dos casos de gripe em Portugal expõe a falta de planeamento do Governo, alertam administradores hospitalares e o bastonário da Ordem dos Médicos ouvidos pelo Diário de Notícias. Apesar de 2,3 milhões de pessoas vacinadas até novembro, hospitais e centros de saúde enfrentam pressão sobre camas e recursos humanos, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo, podendo levar à interrupção de cirurgias programadas não urgentes.
O vírus chegou este ano três a quatro semanas antes do habitual, afetando principalmente crianças e idosos. O problema, dizem os profissionais, não é a gripe em si, mas a ausência de medidas estruturantes: atraso na aquisição de vacinas, falta de contratação de pessoal e escassez de camas, incluindo internamentos sociais, que aumentaram mais de 20% em dois anos.
O Ministério da Saúde ativou uma task force para coordenar SNS, DGS, INSA, INEM e Linha Saúde 24, alargando horários e reforçando ambulâncias.
Ainda assim, para os especialistas, estas ações emergenciais não substituem um planeamento consistente, capaz de evitar sobrecarga dos serviços e garantir que cirurgias e internamentos ocorram sem atrasos.