O ano começa com vários protestos laborais: fique atento à agenda das greves

CNN Portugal , MJC
2 jan, 22:00
Greve na função pública

Dos professores aos guardas prisionais, passando por enfermeiros e trabalhadores dos portos, há vários setores em luta nos primeiros meses de 2023

As últimas semanas de dezembro foram marcadas por várias greves em diversos setores. Mas as lutas laborais não vão dar tréguas em 2023. Estas são as greves que estão marcadas, até agora:

Até 28 de abril - Trabalhadores da Cofaco

As operárias da unidade de transformação da Cofaco na vila de Rabo de Peixe, em São Miguel, nos Açores, estão a partir desta segunda-feira em greve às horas extraordinárias dois dias por semana, em luta pela progressão nas carreiras.

As trabalhadoras vão estar em greve às horas extraordinárias às segundas e sextas-feiras, até 28 de abri.

Até 31 de janeiro - Guardas prisionais

Depois da greve de dezembro, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional decidiu prolongar a greve por mais um mês. Assim, até 31 de janeiro estão em greve os guardas prisionais do estabelecimento anexo à sede da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, assim como os guardas da prisão de Monsanto, também na capital.

Em causa estão a segurança e as condições de trabalho do corpo da guarda prisional.

De 2 a 30 de janeiro - Serviços portuários

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Administrações Portuárias (SNTAP) convocou uma greve de vários dias até 30 de janeiro que abrange as infraestruturas do continente, Madeira e Açores. Estão previstas paralisações para os dias 2, 6, 9, 13, 16, 20, 23, 27, 30, em que apenas se realizarão os serviços mínimos

O SNTAP acusa as administrações portuárias de "ausência total de disponibilidade" para dialogar sobre a proposta de revisão salarial para 2023, tendo o sindicato feito "vários pedidos de reunião" que ficaram sem resposta, "nomeadamente por parte das administrações de Sines e de Lisboa".

De 3 a 6 de janeiro - Maquinistas da CP

O Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ) marcou uma greve ao trabalho extraordinário e em dia de descanso entre as 00:00 de 3 de janeiro e as 23:59 de 8 de janeiro, sendo que entre as 00:00 de 4 de janeiro e as 23:59 de 5 de janeiro os trabalhadores das categorias representadas pelo SMAQ encontram-se em greve à prestação de todo e qualquer trabalho.

A CP explicou, em comunicado, que prevê perturbações à circulação com “especial impacto” entre o final de 3 de janeiro e o início de 6 de janeiro. Para os dias 4 e 5 de janeiro foram definidos serviços mínimos.

De 3 a 14 de janeiro - Professores

Depois das greves em dezembro, o STOP - Sindicato de Todos os Professores fez um pré-aviso de greve para todos os dias de 3 a 14 janeiro. Esta paralisação foi convocada depois de o Ministério da Educação ter apresentado às estruturas sindicais propostas no sentido de se criarem procedimentos municipais de colocação de professores, que passariam por a sua distribuição por escolas ser feita por conselhos locais de diretores, em função dos perfis dos docentes. O STOP considera que estas mudanças se traduzirão num processo de “municipalização” dos concursos de professores.

Também o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) marcou uma greve ao primeiro tempo de cada docente, para todos os dias de 3 a 13 de janeiro. "Espera-nos uma longa maratona de reivindicações", avisa o SIPE, que, tal como o STOP, não aceita a contratação direta pelos Agrupamentos, sem ser por graduação profissional.

Para o dia 14 de janeiro (sábado) está agendada uma Marcha pela Escola Pública, em Lisboa.

5 de janeiro - Trabalhadores dos registos e notariado

Os trabalhadores do Instituto dos Registos e do Notariado vão estar em greve no dia 5 de janeiro, um protesto marcado pelo Sindicato Nacional dos Registos (SNR) essencialmente por motivos salariais.

13 de janeiro e 6 de fevereiro - Transportes rodoviários do Norte

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) enviou um pré-aviso de greve para as empresas do grupo Transdev para os dias 13 de janeiro e 6 de fevereiro.

"Perante a arrogância e a falta de cedência da administração das empresas, e a justa reivindicação destes trabalhadores", o STRUN marcou esta greve que se vai realizar das 00:00 às 24:00 nestes dois dias.

De 18 de janeiro a 11 de fevereiro - Professores

A Fenprof - Federação Nacional de Professores começa o ano com uma concentração junto ao Ministério da Educação já esta terça-feira (3 de janeiro).

O sindicato definiu o dia 10 de janeiro como data-limite para o Ministério da Educação (ME) "abandonar as suas graves propostas para o regime de concursos" de docentes e para "calendarizar a negociação de soluções para os problemas existentes", nomeadamente a contagem integral do tempo de serviço, a revisão do regime de avaliação de desempenho ou o novo regime de mobilidade por doença.

Depois disso, caso as suas exigências não sejam atendidas, a Fenprof organiza um piquete que estará em permanência contínua, sob a forma de acampamento, junto ao ME, das 16:00 horas de 10 de janeiro às 16:00 horas de 13.

A luta prossegue com um greve nacional por distritos, com início em Lisboa a 16 de janeiro, prolongando-se até 8 de fevereiro. Além da Fenprof, esta decisão é subscrita por outras sete organizações de profissionais da educação: Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), Pró-Ordem, Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados pelas Escolas Superiores de Educação e Universidades (SEPLEU), Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), Sindicato Nacional e Democrático dos Professores (Sindep), Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU).

  • 16 de janeiro - Lisboa
  • 17 - Aveiro
  • 18 - Beja
  • 19 - Braga
  • 20 - Bragança
  • 23 - Castelo Branco
  • 24 - Coimbra
  • 25 - Évora
  • 26 - Faro
  • 27 - Guarda
  • 30 - Leiria
  • 31 - Portalegre
  • 1 de fevereiro - Santarém 
  • 2 - Setúbal
  • 3 - Viana do Castelo
  • 4 - Vila real
  • 7 - Viseu
  • 8 - Porto

Para o dia 11 de fevereiro (sábado) está marcada uma manifestação nacional em defesa da profissão de professor, convocada por oito sindicatos para a Avenida da Liberdade, em Lisboa. "Nesta data serão anunciadas novas ações, caso os responsáveis do ME não alterem as suas posições", avisa a Fenprof.

5 de fevereiro - Enfermeiros de Évora

Os enfermeiros do Hospital de Évora cumprem duas horas de greve, entre as 10:30 e as 12:30, em protesto pela carência de pessoal, segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP). "Os enfermeiros estão exaustos e somam entre 50 a 60 turnos extraordinários em cada escala. São, em média, 30 dias de feriados e tolerância que estão em dívida a cada enfermeiro, num total de mais de 12000 horas", lê-se no comunicado.

9 de fevereiro - Dia Nacional de Luta, CGTP

A CGTP convocou o Dia Nacional de Indignação, Protesto e Luta para 9 de fevereiro (quinta-feira), com paralisações em várias empresas de todos os setores de atividade.
 

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