Sindicato diz que desconvocação da greve nos comboios está do lado do Governo (e aponta a única solução)

13 jul, 17:15
Greve da CP (Lusa/Estela Silva)

Associação sindical não vê relação entre a onda de calor e a possível desconvocação da greve

A Associação Sindical dos Profissionais do Comando e Controlo Ferroviário (Aprofer) remeteu para os ministérios das Finanças e das Infraestruturas a responsabilidade de desconvocar a greve ferroviária marcada para esta quinta-feira.

Questionada pela CNN Portugal sobre se a greve vai mesmo acontecer, fonte da organização disse "não saber", avançando ainda assim que existe apenas uma possibilidade para que a paralisação não se realize: os trabalhadores ferroviários serem ouvidos pela tutela.

A greve surge numa altura em que Portugal atravessa uma onda de calor extremo, sendo que as temperaturas muito elevadas e, associadas aos transportes parados, podem complicar a rotina de muitos portugueses.

Questionada sobre a possibilidade do calor ser um fator que poderia levar ao fim da greve, fonte da Aprofer afirmou que a empresa não vê relação, sublinhando, porém, que é precisamente para ter impacto que as greves são convocadas.

“O nosso direito à greve é mais do que justificado”, afirmou. 

A Infraestruturas de Portugal afirma que “os serviços mínimos serão garantidos, à semelhança do que aconteceu na terça-feira, e que não está previsto nenhum cancelamento.  

Os serviços mínimos em questão são a abertura de 30% do canal ferroviário para o serviço Urbanos de Lisboa e Porto e 25% para as restantes circulações.

Contactado pela CNN Portugal o Ministério das Infraestruturas não prestou quaisquer declarações.  

Esta é uma greve que “pretende resolver os problemas dos trabalhadores ferroviários”, que alegam o incumprimento por parte do Governo de um acordo feito em agosto de 2018, lembra o sindicato.

A Aprofer anunciou na segunda-feira uma greve dos supervisores de comando ferroviário e de permanência geral de infraestruturas ferroviárias para terça e quinta-feira. Segundo dados da CP, entre as 00:00 e as 20:00 de terça-feira foram suprimidas 835 das 1.179 ligações programadas em Portugal, sendo a maiora nos transportes urbanos de Lisboa e Porto.

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