Trabalhadores do Metro de Lisboa apresentam pré-aviso de greve para esta quinta-feira e 22 de abril

CNN Portugal , com Lusa
13 abr, 14:06
Greve do Metropolitano de Lisboa

"O serviço de transporte terá início a partir das 10:30", refere-se em comunicado divulgado pelos sindicatos representativos dos trabalhadores

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa apresentaram esta quarta-feira um pré-aviso de greve para esta quinta-feira e 22 de abril, entre as 05:00 e as 10:00 horas, que deverá afetar o serviço de transporte nesse período.

Em comunicado, os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa referem que nesses dias "o serviço de transporte terá início a partir das 10:30", ao contrário do horário habitual, que começa às 06:30, depois do encerramento à 01:00.

"O Metropolitano de Lisboa agradece a compreensão dos seus clientes e lamenta os inconvenientes causados", pode ler-se no comunicado enviado às redações, que não adianta os motivos do pré-aviso de greve.

No passado dia 18 de março, os trabalhadores do Metro de Lisboa cumpriram uma greve parcial entre as 05:00 e as 09:00, invocando como motivo o que descrevem como uma desvalorização dos problemas dos funcionários por parte da administração.

Contactada esta quarta-feira pela agência Lusa, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), explicou que esta paralisação assenta nos mesmos pressupostos das duas greves parciais realizadas em março.

“É a continuação da luta anterior. Portanto, tem que ver com as condições de trabalho da área operacional dos maquinistas e das chefias do posto de comando central. Infelizmente, ainda não se conseguiu chegar a acordo, o que motiva a continuação da luta”, justificou a sindicalista.

Segundo Anabela Carvalheira, os sindicatos pretendem que a empresa “coloque em prática uma série de compromissos assumidos para com os trabalhadores há muito tempo”.

A Lusa contactou também o ML para obter um comentário a esta paralisação, mas ainda aguarda resposta.

Em janeiro, maquinistas e inspetores do Metropolitano de Lisboa enviaram um ofício ao conselho de administração da empresa com as reivindicações dos trabalhadores, não descartando novas formas de luta, como a greve, caso as suas pretensões não fossem atendidas.

Na altura, deram um prazo de oito dias à empresa para que fosse dada uma resposta e apontadas soluções, sendo que há cerca de 300 pessoas no universo de trabalhadores maquinistas, encarregados e inspetores de tração.

O Metropolitano de Lisboa opera com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião), das 06:30 às 01:00 todos os dias.

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